Governo garante 3,8 mi de toneladas de fertilizante para safra 2026/27

Volume cobre quase 80% da demanda nacional e chega em momento-chave para produtores de MS, um dos maiores compradores de insumo do país

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Governo garante 3,8 mi de toneladas de fertilizante para safra 2026/27
Coordenação-Geral de Observação da Terra/Wikimedia Commons (CC BY-SA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a garantia de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para abastecer a próxima safra brasileira de grãos. O volume representa quase 80% da demanda nacional estimada para o período e chega como resposta do governo federal à dependência histórica do país de insumo importado — um ponto sensível para o produtor de Mato Grosso do Sul, estado que vem de uma colheita recorde de milho puxada por Maracaju e Sidrolândia.

A notícia interessa diretamente ao produtor sul-mato-grossense porque fertilizante é um dos maiores custos da lavoura, e qualquer sinalização de oferta abundante tende a segurar o preço no mercado interno antes do plantio. Em anos de escassez ou instabilidade internacional, o insumo pesa no bolso do produtor de soja e milho — cultura que colocou municípios como Maracaju e Sidrolândia entre os polos de produção do país, com 3 milhões de toneladas colhidas na safra recente, segundo levantamento anterior do MSConecta.

O que o governo promete com o volume assegurado

Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, a garantia do fornecimento traz estabilidade de preços para quem planta e reforça a segurança da produção agrícola nacional. "A conquista traz estabilidade de preços para os produtores e é essencial para a segurança na produção agrícola", afirmou o ministro, ao anunciar a medida.

A expectativa do setor, de acordo com o ministério, é que o abastecimento assegurado ajude a sustentar recordes sucessivos na colheita de grãos nos próximos ciclos, com reflexo possível na redução do custo final dos alimentos ao consumidor. O anúncio não detalha, porém, como o volume será distribuído entre os estados nem qual fatia chegará ao Centro-Oeste, região que concentra parte relevante do consumo nacional de fertilizante fosfatado.

Carne brasileira ganha isenção de tarifa no Marrocos

Na mesma coletiva, o Ministério da Agricultura destacou outra frente do agronegócio brasileiro: o Marrocos passou a isentar de tarifas a importação de carne bovina do Brasil, produto que antes enfrentava barreiras de até 200% no país africano. A medida, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), já está em vigor e vale até 31 de dezembro de 2026.

O Brasil já exportou 157 toneladas de carne bovina ao país norte-africano desde a abertura do acordo bilateral, um mercado que se soma aos 693 mercados internacionais hoje abertos ao agronegócio brasileiro — número que o governo federal espera levar a 700 nos próximos meses. Para frigoríficos instalados em Mato Grosso do Sul, estado com forte presença na cadeia de exportação de proteína animal, a expansão de destinos como o Marrocos representa alternativa de escoamento em um cenário de disputa por espaço nos mercados tradicionais.

Fontes: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA; ABIEC; CANAL RURAL


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