As exportações do Brasil para a Argélia alcançaram US$ 1,6 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, resultado que representa crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números têm como base dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pela Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
O agronegócio tem participação importante nessa relação comercial. Entre os principais produtos vendidos pelo Brasil ao mercado argelino aparecem açúcar, soja, milho e carne bovina, além do minério de ferro. A diversidade da pauta mostra que o país africano é comprador tanto de commodities agrícolas brasileiras quanto de produtos do setor mineral.
Entre os produtos individualmente destacados, o açúcar movimentou US$ 445,6 milhões nos oito primeiros meses do ano. Apesar do valor expressivo, houve redução de 23,6% em comparação com janeiro a agosto de 2025.
O movimento foi diferente nas vendas de minério de ferro. As exportações brasileiras do produto para a Argélia cresceram 72,5% no período, chegando a US$ 442,9 milhões. Com isso, minério e açúcar ficaram muito próximos em valor dentro da pauta brasileira destinada ao mercado argelino. [opresenter...ral.com.br]
Brasil compra menos da Argélia
Enquanto as exportações brasileiras avançaram, as compras de mercadorias argelinas diminuíram. De janeiro a agosto, as importações provenientes da Argélia totalizaram US$ 728,8 milhões, queda de 22,7% na comparação anual.
O petróleo bruto foi o principal produto fornecido pela Argélia ao mercado brasileiro, com US$ 532,6 milhões no período. O valor ficou praticamente estável diante do registrado um ano antes, com recuo de apenas 0,09%.
Outro item relevante é o fertilizante nitrogenado, insumo diretamente relacionado à produção agropecuária. As importações brasileiras desse grupo atingiram US$ 119,7 milhões, queda de 35,6%. Já as compras de petróleo refinado recuaram 66,1%, ficando em US$ 66,2 milhões.
Superávit brasileiro cresce mais de 50%
Com o crescimento das exportações e a redução das importações, o Brasil ampliou significativamente o saldo positivo na relação comercial. O superávit brasileiro chegou a US$ 905,6 milhões entre janeiro e agosto, alta de 53,3% frente ao mesmo intervalo de 2025.
A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações entre os dois países, ficou em aproximadamente US$ 2,3 bilhões. Apesar do aumento do saldo favorável ao Brasil, o fluxo comercial total apresentou retração de 4,6%.
A relação comercial com a Argélia também evidencia a complementaridade entre as duas economias. Enquanto o Brasil fornece produtos agrícolas e minerais, as compras brasileiras estão fortemente relacionadas ao setor energético e a insumos como fertilizantes. O Ministério das Relações Exteriores mantém, inclusive, material específico para orientar empresas brasileiras sobre comércio e oportunidades no mercado argelino.
Fonte dos dados: MDIC, com informações organizadas pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e divulgadas pela ANBA.