Arroba do boi em MS fecha a R$ 365 e segue abaixo de SP e Paraná

Levantamento da Scot Consultoria mostra boi gordo sul-mato-grossense cotado a R$ 365 a arroba nesta segunda-feira, com escala de abate de cinco dias

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Lars Hendrikson/Pexels
Lars Hendrikson/Pexels

A arroba do boi gordo negociada em Mato Grosso do Sul fechou nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, a R$ 365,00, tanto para o boi comum quanto para o chamado boi China, segundo levantamento diário divulgado pela Scot Consultoria. A vaca gorda foi cotada a R$ 340,00 e a novilha a R$ 350,00, com escala de abate média de cinco dias no estado.

O preço sul-mato-grossense ficou R$ 5,00 abaixo da arroba paga em São Paulo e no Paraná, que romperam a casa dos R$ 370,00 nesta segunda-feira, segundo a mesma consultoria. A diferença reforça um padrão que se repete há meses: os frigoríficos dos estados do Centro-Sul, com escalas de abate mais curtas e maior concorrência entre compradores, seguem pagando mais que o eixo central do país, onde fica Mato Grosso do Sul.

MS paga mais que Mato Grosso e Tocantins

Apesar de abaixo do eixo paulista, o boi sul-mato-grossense negociou acima de vizinhos relevantes na pecuária nacional. Em Mato Grosso, a arroba fechou a R$ 345,00, com escala de abate de oito dias, a mais longa entre os estados levantados pela Scot Consultoria. Em Tocantins, o preço também ficou em R$ 355,00, dez reais abaixo do praticado em território sul-mato-grossense.

A escala de abate mais curta em MS (cinco dias, contra oito em Mato Grosso e sete no Maranhão) indica frigoríficos com menor estoque de animais contratados para abate futuro, o que tende a sustentar o poder de barganha do pecuarista na hora de negociar o lote.

Minas, Goiás e Pará ficam no mesmo patamar

O valor pago em Mato Grosso do Sul também superou o de praças tradicionais da pecuária como Minas Gerais e Goiás, ambos fechados a R$ 355,00 a arroba nesta segunda-feira, e o Pará, cotado a R$ 360,00. Rondônia registrou o menor preço do levantamento, com o boi a R$ 345,00 e escala de oito dias, empatado com Mato Grosso.

Para o produtor sul-mato-grossense, a diferença de preço em relação a São Paulo segue sendo o principal argumento para quem avalia negociar diretamente com frigoríficos de fora do estado, mesmo com o custo logístico do transporte do boi até o eixo central do Sudeste.


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