Agro representa 13% do eleitorado brasileiro e 71% do grupo se declara conservador

Estudo da Quaest com mais de 10 mil entrevistados traça perfil político de segmento que tem forte presença econômica em Mato Grosso do Sul

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O agronegócio representa 13% do eleitorado brasileiro, segundo o estudo Brasil no Espelho, realizado pelo Instituto Quaest a partir de mais de 10 mil entrevistas. O levantamento ganha atenção na reta final para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4), ao dimensionar a presença eleitoral de um segmento com forte influência econômica e política no país.

Entre os eleitores classificados pelo levantamento como integrantes do agronegócio, 71% se identificam como conservadores, enquanto 2% se definem como modernos ou progressistas. A pesquisa indica que o posicionamento desse público está relacionado não apenas às pautas econômicas e produtivas, mas também a valores tradicionais, religiosos e à defesa da propriedade privada. 

Na divisão dos grupos analisados pela pesquisa, o eleitorado ligado ao agro aparece atrás dos conservadores cristãos, que representam 27%, e das classes D e E, com 23%. Ainda assim, os 13% atribuídos ao agronegócio correspondem a mais que o dobro da parcela de eleitores classificada como formada por empresários, estimada em 6%, evidenciando o alcance eleitoral do setor. 

A presença do agronegócio no debate político também vai além do número de eleitores. A organização do setor em entidades representativas e a atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional ampliam sua capacidade de participar das discussões sobre políticas públicas, projetos legislativos e temas diretamente relacionados à produção rural. 

Em Mato Grosso do Sul, onde a agropecuária ocupa espaço relevante na atividade econômica, os dados nacionais ajudam a dimensionar a importância do segmento no cenário eleitoral, embora a pesquisa divulgada não apresente nesses dados um recorte específico do perfil do eleitor do agro sul-mato-grossense. Por isso, os percentuais de 13% e 71% refletem o levantamento nacional e não devem ser aplicados diretamente ao Estado. 


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