Mato Grosso do Sul entra no mapa do algodão em meio a safra recorde do país

Conab projeta 4,06 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/2026; Centro-Oeste concentra 71% da produção e eficiência na colheita vira fator decisivo

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Mark Stebnicki/Pexels
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O Brasil caminha para colher 4,06 milhões de toneladas de algodão em pluma na safra 2025/2026, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Centro-Oeste, região que inclui Mato Grosso do Sul, responde por 71% de toda essa produção, ainda que o grosso do volume esteja concentrado em Mato Grosso e na Bahia, estados que somados representam 91% da safra nacional.

O avanço da cultura no país vem puxado pelas exportações: entre janeiro e junho de 2026 os embarques brasileiros de algodão cresceram 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando o Brasil como maior exportador mundial da fibra. Para Mato Grosso do Sul, que tem expandido área plantada em municípios como Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste, o movimento reforça um setor ainda pequeno diante dos vizinhos, mas que ganha espaço dentro da rotação de culturas do produtor sul-mato-grossense, especialmente depois da soja.

Colheita vira corrida contra o relógio

Com mais área plantada e mais pressão por produtividade, o gargalo da safra deixou de ser só climático e passou a ser operacional. Segundo estudo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a mecanização e a eficiência das máquinas são hoje fatores decisivos para manter a competitividade do algodão brasileiro frente a concorrentes como Estados Unidos e Índia.

Levantamentos da Embrapa mostram que atraso na colheita compromete diretamente a qualidade da fibra e reduz o retorno financeiro da lavoura. Na prática, cada hora de colheitadeira parada por quebra ou manutenção emergencial significa fibra perdendo qualidade no campo, o que pesa no bolso do produtor na hora de vender.

Manutenção preventiva ganha peso na gestão da lavoura

Um dos pontos mais sensíveis da operação está nos fusos das colheitadeiras, peças responsáveis por retirar a fibra da planta e que sofrem desgaste intenso durante a colheita. Para reduzir panes nesse componente, a ICONIC, fabricante da linha Texaco Lubrificantes, desenvolveu a MCP Grease, graxa formulada especificamente para esse tipo de equipamento.

"Na colheita do algodão, disponibilidade de máquina e eficiência operacional são determinantes para o resultado da safra. A MCP Grease foi desenvolvida especificamente para os fusos das colheitadeiras, oferecendo alta proteção contra desgaste, excelente bombeabilidade e rendimento superior", afirma Fernanda Ribeiro, gerente de Produtos da ICONIC. Segundo a empresa, o produto reduz o consumo de lubrificante por hectare e amplia o intervalo entre relubrificações, o que diminui paradas não planejadas justamente na janela mais curta e mais cara da safra.

A companhia também oferece o programa LubeWatch, serviço de análise laboratorial de óleos e graxas que permite identificar sinais de desgaste antes que o equipamento quebre no meio da lavoura, uma lógica de manutenção preditiva que vem sendo adotada por produtores que não podem se dar ao luxo de perder dias de colheita em plena safra recorde.

Fontes: COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB); EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA)


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