Fieg reconduz presidente ligado ao etanol; MS vende cana para Goiás

André Rocha segue até 2030 à frente da federação goiana e também comanda sindicatos de etanol e açúcar; setor bioenergético tem elo direto com usinas de MS

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Joshuan Barboza/Pexels
Joshuan Barboza/Pexels

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) reconduziu André Rocha à presidência da entidade para o quadriênio 2027-2030. A eleição, em chapa única, aconteceu na segunda-feira (5 de outubro de 2026), na Casa da Indústria, em Goiânia. Rocha chega ao segundo mandato acumulando a presidência executiva do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol de Goiás (Sifaeg) e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar (Sifaçúcar), além do comando do Sindicato da Indústria de Geração de Bioenergia do estado (Sind-Bio).

A notícia, divulgada pelo Canal Rural, interessa diretamente a Mato Grosso do Sul porque Goiás e MS dividem a mesma cadeia sucroalcooleira do Centro-Oeste. Usinas goianas compram cana de fornecedores sul-mato-grossenses e disputam espaço com as unidades instaladas em municípios como Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Maracaju, polos do setor no estado. Decisões tomadas na Fieg sobre competitividade industrial e política de etanol tendem a repercutir nas usinas do lado sul-mato-grossense da fronteira estadual.

Agenda de etanol e açúcar para os próximos quatro anos

Rocha afirmou que a prioridade do novo mandato é dar sequência ao trabalho iniciado na gestão anterior, com foco em ampliar a competitividade da indústria goiana. O plano inclui investimentos em qualificação profissional, tecnologia e inovação dentro do Sistema Fieg, além de ações diretas voltadas ao setor bioenergético, um dos pilares da economia de Goiás.

"Vamos seguir avançando e também continuaremos atuando na condução de ações e programas que fortaleçam o setor bioenergético de Goiás, ampliando sua competitividade, atraindo investimentos e valorizando sua contribuição para a geração de empregos, renda e energia renovável", disse André Rocha em comunicado após a eleição.

Por que isso pesa também do lado de MS

Etanol, açúcar e bioeletricidade formam um tripé que atravessa a fronteira entre Goiás e Mato Grosso do Sul sem pedir licença. O preço pago pela cana, a logística de escoamento e as regras de competitividade discutidas em Goiânia afetam o cálculo de produtores e usinas que operam dos dois lados da divisa, já que boa parte da matéria-prima processada em território goiano também circula por rotas que passam por municípios sul-mato-grossenses.

Com a recondução, a federação goiana mantém por mais quatro anos uma liderança que fala diretamente pelo setor bioenergético, um fio que conecta Goiânia às usinas do interior de Mato Grosso do Sul e segue sendo ponto de atenção para quem acompanha o preço do etanol e do açúcar na região Centro-Oeste.


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