A Prefeitura de Campo Grande realiza nesta quinta-feira (27) mais uma rodada de borrifação química contra o mosquito Aedes aegypti em três bairros da capital sul-mato-grossense. As equipes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), ligada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), percorrerão os bairros Panamá, Santo Amaro e Planalto entre 16h e 22h, aplicando o inseticida por meio do método de borrifação ultra baixo volume — popularmente conhecido como fumacê.
A ação faz parte da estratégia contínua de Campo Grande para conter a proliferação do mosquito transmissor de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. O estado de Mato Grosso do Sul convive há anos com pressão sazonal dessas doenças, e os mutirões de fumacê são um dos instrumentos mais visíveis da resposta municipal — ainda que especialistas ressaltem que a eliminação de criadouros domésticos continua sendo a medida mais eficaz a longo prazo.
O produto aplicado pelo fumacê tem como alvo principal os mosquitos adultos — especialmente as fêmeas, únicas responsáveis pela transmissão das doenças ao picar humanos. Para que o inseticida alcance os ambientes internos onde os mosquitos costumam se abrigar, a orientação da Sesau é clara: moradores dos bairros atendidos devem abrir portas e janelas durante a passagem das viaturas, permitindo que a névoa química penetre nos cômodos.
Vale destacar que o inseticida pode atingir outras espécies de insetos além do Aedes aegypti, o que exige aplicação criteriosa pelas equipes treinadas. A borrifação ultra baixo volume é considerada segura quando aplicada nos horários programados e nas concentrações previstas pelo protocolo sanitário, mas moradores com bebês, idosos ou pessoas com sensibilidade respiratória podem tomar precauções adicionais, como permanecer em cômodo mais distante durante a passagem da viatura.
A programação está sujeita a alterações por conta das condições climáticas. Chuva, vento forte ou neblina inviabilizam tecnicamente a aplicação do inseticida, pois interferem na dispersão e na concentração do produto no ar. Nesses casos, a Sesau pode adiar ou cancelar o percurso daquela data, sem necessariamente informar os moradores em tempo real — por isso, acompanhar os canais oficiais da prefeitura é recomendável.
A recomendação das autoridades de saúde é que o fumacê seja entendido como medida complementar, e não substituta, ao controle mecânico do mosquito. Eliminar água parada em vasos, pneus, calhas e caixas d'água é a ação com maior impacto comprovado na redução dos focos de larvas — etapa que nenhuma viatura consegue substituir.
Campo Grande e outras cidades de Mato Grosso do Sul registram historicamente surtos de dengue entre os meses de outubro e abril, quando o calor e as chuvas criam condições favoráveis à reprodução do mosquito. As ações de fumacê se intensificam justamente no período de transição de estações, como preparação preventiva para o pico epidemiológico.
Além das equipes de fumacê, a Sesau mantém trabalho de agentes de controle de endemias em campo para vistoria de imóveis e identificação de focos. Moradores que perceberem pontos de água parada em terrenos baldios ou propriedades vizinhas podem acionar a prefeitura pelos canais de atendimento ao cidadão para solicitar visita técnica.
Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPO GRANDE (SESAU)