SUS amplia acolhimento: mulheres já podem agendar teleconsulta psicológica gratuita

Serviço oferece até 100 mil atendimentos mensais por videochamada, sem necessidade de encaminhamento ou comprovação documental pelo aplicativo Meu SUS Digital

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar, a partir de 24 de agosto de 2026, teleatendimentos em saúde mental para mulheres em situação de violência e para aquelas que enfrentam sobrecarga de cuidado não remunerado. A iniciativa, chamada Acolhe Mais +, integra o programa Agora Tem Especialistas e oferece até 100 mil consultas mensais por videochamada, de forma gratuita e sigilosa, em todo o território nacional.

O serviço atende mulheres a partir de 18 anos que vivenciam ou já vivenciaram violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Também contempla mães atípicas e outras familiares — como tias, avós e irmãs — que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A proposta é oferecer um espaço seguro de escuta, sem julgamentos, para ajudar na construção de estratégias de proteção, cuidado e bem-estar emocional.

O acesso é simples e não exige encaminhamento prévio de nenhuma unidade de saúde nem documentos que comprovem a situação de violência ou a condição de cuidadora. Basta baixar o aplicativo Meu SUS Digital (disponível para Android, iOS e versão web), fazer login com a conta gov.br, entrar em “Miniapps” e selecionar a opção “Acolhe Mais + — Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. A usuária é direcionada à plataforma da AgSUS, preenche um cadastro e indica seu caso. Em até 24 horas, a equipe entra em contato para agendar dia e horário. Até a data da consulta, a mulher recebe lembretes e, no dia, o link da videochamada.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h (horário de Brasília). Cada sessão dura no mínimo 50 minutos e faz parte de um ciclo de até 10 encontros, com possibilidade de renovação. A ideia é que a mesma psicóloga acompanhe a usuária ao longo do processo, garantindo continuidade e vínculo. Após o ciclo individual, há ainda a opção de participar de grupos de manutenção e apoio entre pares, mediados por profissionais. A rede de atendimento é composta por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde, para que as pacientes se sintam mais seguras.

No primeiro contato, especialmente em casos de violência, a equipe avalia possíveis riscos, a rede de apoio disponível e as principais demandas da mulher, podendo orientá-la sobre outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como CAPS e Unidades Básicas de Saúde.O lançamento nacional, realizado com a presença da primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, amplia um projeto-piloto iniciado em março de 2026 nas capitais Recife e Rio de Janeiro. A medida integra esforços do governo federal de enfrentamento à violência contra a mulher e de valorização da saúde mental de quem cuida.

Em situações de risco imediato, a orientação é ligar imediatamente para o 190 (Polícia Militar) ou 192 (Samu). A Central de Atendimento à Mulher, no 180, funciona 24 horas por dia, todos os dias, inclusive feriados, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento.Com a expansão do Acolhe Mais +, o SUS reforça o papel de porta de entrada segura e humanizada para mulheres que precisam de apoio psicológico, facilitando o acesso a um cuidado especializado sem barreiras burocráticas ou geográficas.
 


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