Governo de MS lança licitação para levar água a aldeias de Dourados

Obras devem atender comunidades indígenas e avançar no acesso ao saneamento básico

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O Governo de Mato Grosso do Sul publicou os primeiros editais de licitação para implantação de um sistema de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. A medida marca o início de um projeto estruturante que busca resolver um problema histórico de acesso à água potável na maior reserva indígena urbana do país.

Os avisos de licitação foram divulgados no Diário Oficial do Estado e tratam da perfuração de poços e da instalação da rede de distribuição. Essa etapa inicial faz parte de um investimento total de aproximadamente R$ 50 milhões, com recursos federais destinados à construção de toda a estrutura necessária para levar água tratada diretamente às residências. 

Cada um dos contratos iniciais tem valor estimado em cerca de R$ 4,49 milhões. A abertura das propostas está prevista para o dia 3 de junho, por meio de processo eletrônico conduzido pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

O sistema a ser implantado inclui não apenas os poços, mas também reservatórios, adutoras e toda a infraestrutura de distribuição, garantindo fornecimento contínuo de água com qualidade. O projeto técnico foi elaborado pela Sanesul, enquanto a execução ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog). 

A iniciativa deve beneficiar cerca de 30 mil moradores das comunidades indígenas, que historicamente enfrentam dificuldades no acesso à água encanada. Em muitos casos, as famílias dependem de caminhões-pipa ou recorrem a fontes improvisadas, o que agrava problemas de saúde e sanitários. 

Segundo o governo estadual, a implantação do sistema é considerada uma das principais ações para reduzir desigualdades e melhorar as condições de vida na região. Além do impacto na qualidade de vida, a obra também é vista como essencial para enfrentar crises sanitárias recentes, como surtos de doenças relacionados à falta de saneamento básico.

O projeto ainda terá novas etapas, que estão em análise para liberação de recursos e contratação. A expectativa é que, ao final, todas as residências das aldeias sejam atendidas com água tratada, em um sistema semelhante ao de áreas urbanas.


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