Patrulha Maria da Penha fez 1.835 fiscalizações em Dourados em um ano

Reunião do prefeito Marçal Filho com a Rede de Enfrentamento à Violência definiu ações do Agosto Lilás e ampliou protocolo com Corpo de Bombeiros

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Patrulha Maria da Penha fez 1.835 fiscalizações em Dourados em um ano
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A Prefeitura de Dourados revelou nesta quinta-feira (6 de agosto) que a Patrulha Maria da Penha, coordenada pela Guarda Municipal, realizou 1.835 fiscalizações de medidas protetivas e atendeu 107 ocorrências de violência doméstica entre julho de 2025 e julho de 2026 — números apresentados em reunião convocada pelo prefeito Marçal Filho para alinhar as estratégias do mês dedicado ao combate à violência contra a mulher.

O encontro reuniu representantes das principais instituições que compõem a rede de proteção do município — da Delegacia da Mulher ao Ministério Público, passando pela OAB e pelo Hospital Universitário — e marcou a incorporação formal do Corpo de Bombeiros Militar ao fluxograma integrado de atendimento a vítimas, que agora passa por atualização para incluir o protocolo próprio da corporação. A reunião contou ainda com a presença da primeira-dama Patrícia Leite, que assumiu papel ativo nas ações do Agosto Lilás em Dourados.

Fluxograma integrado ganha nova instituição e protocolo atualizado

Criado no ano passado, o fluxograma de atendimento unificado da rede douradense está sendo revisto para incorporar o Corpo de Bombeiros com protocolo específico — uma mudança que, segundo a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Ana Carolina Prates, torna o atendimento mais preciso e humanizado. "O alinhamento entre as instituições está cada vez mais fortalecido. Com o apoio da Prefeitura conseguimos aperfeiçoar os serviços e garantir que cada órgão saiba exatamente seu papel no atendimento às mulheres", afirmou Ana Carolina.

O fluxograma orienta, de forma prática, para onde a vítima deve se dirigir em casos de violência doméstica ou sexual — informação que, segundo a coordenadora, reduz o tempo de resposta e evita que mulheres percorram diferentes órgãos sem o encaminhamento adequado. A rede reúne a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DAM), Polícia Militar, Guarda Municipal, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Hospital Universitário, Conselho Tutelar, secretarias municipais e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Educação como ponto de partida, escolas no centro das ações

O prefeito Marçal Filho defendeu que o enfrentamento à violência começa antes que ela aconteça. "Precisamos tratar esse tema na raiz. Desde a mais tenra idade, o menino precisa aprender na escola que deve respeitar a mulher e compreender a importância da igualdade", disse o prefeito, citando a parceria permanente com a Secretaria Municipal de Educação como diretriz de gestão.

Ao longo de agosto, a programação do Agosto Lilás levará palestras, rodas de conversa e atividades de conscientização a escolas, unidades de saúde e equipamentos da assistência social de Dourados. A primeira-dama Patrícia Leite reforçou o apelo às pessoas do entorno das vítimas: "Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo ou vergonha. Às vezes, uma conversa acolhedora é o primeiro passo para que essa mulher encontre coragem para pedir ajuda", declarou.

O que os números da Patrulha Maria da Penha revelam sobre Dourados

Os 1.835 atendimentos registrados em doze meses pela Patrulha Maria da Penha — média de mais de 150 fiscalizações por mês — indicam tanto a escala do problema quanto a capilaridade que o serviço já alcançou em Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. A patrulha atua no monitoramento do cumprimento das medidas protetivas de urgência e aciona a cadeia de proteção quando identifica descumprimento ou risco imediato.

Dourados, polo regional do Cone Sul do estado, concentra serviços para municípios menores da região e frequentemente serve de referência para políticas que depois se expandem para outras cidades sul-mato-grossenses. A estruturação do fluxograma integrado e a inclusão do Corpo de Bombeiros no protocolo podem tornar o modelo douradense referência para outros municípios de MS que ainda operam de forma fragmentada no atendimento a vítimas de violência doméstica.

Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS


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