O abacaxi tem se destacado em Mato Grosso do Sul, especialmente em Sidrolândia, como uma alternativa lucrativa para pequenos produtores. A colheita é manual e exige cuidados intensivos, com destaque para a variedade pérola no comércio local e Havaí para mercados maiores. A proteção do fruto e práticas de manejo são essenciais para garantir qualidade e minimizar perdas. A diversificação no cultivo tem ajudado a estabilizar a renda dos agricultores, e espera-se que a produção do Estado cresça 13% até 2026, com preços valorizaram cerca de 11% no último ano.
O abacaxi vem ganhando protagonismo nas lavouras de Mato Grosso do Sul e se fortalecendo como uma alternativa rentável para pequenos produtores rurais, especialmente no município de Sidrolândia. A cultura, que exige dedicação contínua, passou a integrar o planejamento agrícola de diversas famílias, garantindo renda ao longo do ano e fortalecendo a economia local.
A colheita ocorre de forma totalmente manual e começa ainda de madrugada, quando as temperaturas são mais amenas. Entre o corte preciso dos frutos e o cuidado com os espinhos da planta, os trabalhadores enfrentam longas jornadas para garantir que o produto chegue ao consumidor com qualidade.
No assentamento São Pedro, o cultivo do abacaxi deixou de ser complementar e passou a ocupar papel central nas propriedades. Trabalhadores explicam que o momento da colheita é decisivo para evitar perdas.
Após o início da maturação, o fruto não pode permanecer na lavoura por muito tempo. Caso contrário, amadurece excessivamente e perde valor comercial. Por isso, o corte precisa ser feito em ritmo intenso, acompanhando a evolução da plantação.
Em Sidrolândia, predominam as variedades pérola e Havaí, cada uma com destino específico. O pérola é bastante procurado no comércio local, enquanto o Havaí abastece mercados maiores e centros de distribuição. Essa diversificação amplia as possibilidades de venda e reduz a dependência de um único canal.
Parte da produção segue para Campo Grande, Dourados e outras cidades, fortalecendo a presença do produto no Estado e no mercado regional.
Apesar do clima favorável, o cultivo do abacaxi exige atenção constante. A agricultores destacam que a proteção contra o sol é fundamental para evitar prejuízos.
O uso de embalagens impede que o fruto queime, preserva o caldo e garante a qualidade. Além disso, o manejo inclui adubação, controle de pragas e monitoramento frequente, tornando o cultivo uma atividade permanente ao longo do ano.
Diversificação garante estabilidade financeira
No mesmo assentamento, há produtores que cultiva cerca de 12 hectares de abacaxi, uma das maiores áreas da região. Para ele, investir na fruta foi uma decisão estratégica para equilibrar as finanças da família e reduzir riscos climáticos e de mercado.
A diversificação, segundo ele, é essencial para manter a produção sustentável e garantir renda mesmo em períodos de instabilidade.
A expectativa é que Mato Grosso do Sul produza 5,4 mil toneladas de abacaxi em 2026, aumento de 13% em relação ao ano anterior. Mesmo com maior oferta, o preço segue valorizado. O quilo da fruta é comercializado por até R$ 5, registrando alta de aproximadamente 11% na comparação anual.