O mercado do boi gordo, em fevereiro, mostra resiliência impulsionada por oferta controlada e exportações robustas. As cotações variam entre as praças, com o boi-China mantendo-se relevante. Em Campo Grande, os preços estão estáveis, enquanto Dourados registrou alta de R$ 4,00 na arroba. A região de Três Lagoas manteve preços estáveis e Goiás apresentou equilíbrio. O cenário é positivo, mas requer atenção a fatores como consumo interno e custos de produção.
O mercado do boi gordo segue demonstrando resiliência neste início de fevereiro, impulsionado por uma combinação de oferta controlada, escalas de abate ajustadas e desempenho positivo das exportações. Em Mato Grosso do Sul, os preços apresentam movimentos distintos entre as principais praças, enquanto, no cenário nacional, o boi-China continua a exercer papel central na sustentação das cotações.
A leitura predominante entre analistas é de que o produtor mantém postura cautelosa, negociando de forma seletiva, o que limita a pressão de baixa mesmo diante de um consumo interno ainda moderado.
Em Campo Grande, o mercado mostrou estabilidade para o boi gordo, com a arroba negociada a R$ 311,50 à vista e R$ 315,00 no pagamento em 30 dias. A ausência de reajustes indica equilíbrio entre oferta e demanda na praça.
O destaque ficou para a vaca gorda, que registrou valorização de R$ 2,00. A arroba passou a ser cotada a R$ 288,50 à vista e R$ 292,00 a prazo, movimento associado à maior procura por fêmeas para abate e à redução da disponibilidade desses animais no mercado.
Dourados apresentou o movimento mais expressivo para o boi gordo no Estado. A arroba subiu R$ 4,00, sendo negociada a R$ 311,00 à vista e R$ 314,00 no prazo. O avanço reforça o cenário de escalas mais curtas e maior competição entre frigoríficos na região.
A vaca gorda manteve os mesmos valores do fechamento anterior, com negociações em R$ 286,50 à vista e R$ 290,00 a prazo, evidenciando um mercado mais estável para essa categoria.
Na região de Três Lagoas, os preços permaneceram estáveis tanto para o boi quanto para a vaca gorda. O boi é negociado a R$ 308,00 à vista e R$ 312,00 no prazo, enquanto a vaca segue cotada a R$ 284,50 à vista e R$ 288,00 com pagamento futuro.
A estabilidade indica que as escalas de abate atendem à demanda atual, sem necessidade de ajustes imediatos nos preços.
No mercado nacional, o boi-China voltou a registrar valorização em importantes estados produtores. São Paulo liderou o movimento, com alta de R$ 5,00 e arroba cotada a R$ 337,00. Mato Grosso também teve avanço de R$ 5,00, alcançando R$ 310,00.
Minas Gerais registrou incremento de R$ 3,00, com a arroba a R$ 320,00. No Mato Grosso do Sul, o boi-China subiu R$ 2,00, chegando a R$ 317,00. O Paraná acompanhou a tendência, com alta de R$ 2,00 e preço de R$ 332,00.
Goiás foi a exceção, mantendo a arroba estável em R$ 312,00, refletindo um mercado mais equilibrado entre oferta e demanda no estado.
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção dos preços em patamares firmes, especialmente se o ritmo das exportações continuar elevado. No entanto, fatores como consumo interno, custo de produção e comportamento cambial seguem no radar dos agentes do mercado.