MS registra queda nos incêndios florestais, mas governo mantém alerta no Pantanal e Cerrado

Condições climáticas mais favoráveis e descentralização de equipes ajudam no controle do fogo

Por Redação
19/08/2025 11h59 - Atualizado há 1 semana
MS registra queda nos incêndios florestais, mas governo mantém alerta no Pantanal e Cerrado
(Créditos: Divulgação)

Com a redução significativa dos incêndios florestais no Pantanal e no Cerrado em 2025, Mato Grosso do Sul mantém em andamento a Operação Pantanal e segue em estado de alerta para prevenir e combater o fogo. O trabalho é coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), que descentralizou suas equipes para garantir maior agilidade no atendimento.

Até agora não houve registro de grandes incêndios, mas a estrutura segue ativa em todo o estado. “O Corpo de Bombeiros atua especialmente no contexto de prevenção e proteção, justamente buscando uma resposta efetiva e rápida para evitar a propagação dos incêndios. Além das equipes posicionadas na região do Pantanal, nas bases avançadas e nos quartéis da região, nós mobilizamos outras equipes nas regiões de Cerrado e Mata Atlântica, com material extra, viaturas extras e efetivo empregado, com o objetivo de melhorar a qualidade da resposta”, explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental), major Eduardo Teixeira.

Os números confirmam a queda: no Pantanal, a área queimada caiu 98,8% entre 1° de janeiro e 13 de agosto de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado — de mais de 805,8 mil hectares para 13,5 mil. Segundo Teixeira, as condições climáticas colaboraram para esse cenário. “As condições climáticas nesse ano, estão mais positivas, e são menos favoráveis à propagação das chamas, especialmente pela ausência, até o presente momento, de ondas de calor, que aceleram muito a propagação das chamas num momento específico. O Corpo de Bombeiros permanece alerta, pronto para atuar”, afirmou.

Os dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) reforçam a tendência: entre janeiro e agosto, os focos de calor caíram de mais de 5,5 mil para apenas 89. No Cerrado, a área queimada foi reduzida de 79,4 mil hectares para 31,7 mil, enquanto os focos diminuíram 61,2%.

Para os próximos dias, a previsão é de chuva no Pantanal, devido à passagem de uma frente fria. A umidade relativa do ar, que deve variar entre 8% e 15%, ainda exige cautela. “A queda na quantidade de focos de calor e incêndios é muito expressiva em todos os biomas. Isso ocorreu devido as chuvas mais distribuídas em 2025 em relação a 2024, que ajudaram nesse cenário mais favorável. Outro ponto fundamental é a não ocorrência de ondas de calor como as registradas no ano passando, que foi muito mais quente e seco do que 2025 até agora. As ondas de calor são preponderantes para o início e rápida propagação dos focos de calor”, destacou o meteorologista do Cemtec, Vinícius Sperling.

Ele lembra que 2024 foi marcado por recordes negativos, especialmente em junho, quando o estado registrou o pior mês da história em focos de incêndio. “A análise mostra que entre junho e julho de 2024, as temperaturas ficaram 1°C a 3°C acima da média. Enquanto no mesmo período deste ano, de forma geral, as temperaturas ficaram entre -0,5°C a -1,0°C abaixo da média. Foi um inverno mais quente que normal em 2024 e um inverno mais frio que normal em 2025. O secamento do Pantanal, por exemplo, é menos acentuado em temperaturas mais frias quando comparadas com temperaturas acima ou muito acima da média”, explicou.

A Operação Pantanal 2025 já soma 230 dias de atuação, com 111 bombeiros mobilizados. Até agora, foram realizadas 197 ações de combate a incêndios, 32 formações de brigadas que capacitaram 762 pessoas e 484 monitoramentos de eventos de fogo. A descentralização das equipes, espalhadas por quartéis em municípios como Dourados, Corumbá, Miranda, Três Lagoas, Nova Andradina e Coxim, além de bases avançadas no Pantanal, tem garantido respostas mais rápidas.

“Nós estamos com uma estrutura proporcional ao risco que nós observamos de incêndio. Então hoje nós temos mais de 100 militares prontos para atender as ocorrências, mobilizados nesse contexto de incêndio florestal”, completou o major Eduardo Teixeira.


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