Dados da Secretaria de Estado de Educação apontam que 40 escolas estaduais já utilizam placas solares em 19 municípios de Mato Grosso do Sul. O investimento soma R$ 5 milhões desde 2023, primeiro ano da gestão do governador Eduardo Riedel (PSDB).
As unidades beneficiadas estão em Campo Grande (11), Dourados (5), Maracaju (4), Corumbá (3), Anastácio (2), Três Lagoas (1), Água Clara (1), Amambai (1), Antônio João (1), Aquidauana (1), Caarapó (1), Corguinho (1), Coxim (1), Eldorado (1), Nova Andradina (1), Paranaíba (1), Ribas do Rio Pardo (1), Santa Rita do Pardo (1) e Tacuru (1).
Entre as escolas contempladas está a Escola Estadual Amando de Oliveira, localizada na Vila Piratininga, em Campo Grande, com 450 alunos e sistema de educação integral. “Quando a escola completou 50 anos a reforma foi finalizada. Então ela foi contemplada com várias melhorias, entre elas as placas solares. Isto mostra a preocupação com a questão da sustentabilidade e economia de gastos. Tivemos outras mudanças como gás natural encanado, ou seja, nós recebemos uma estrutura preparada para nova realidade”, destacou Henrique Ramos, diretor da unidade.
Além da instalação de placas solares nas escolas, o Governo do Estado investe na geração de energia solar fotovoltaica por meio de Parceria Público-Privada (PPP), gerenciada pela Secretaria de Estado de Administração (SAD). Desde janeiro de 2025, 183 escolas estaduais já registraram redução média de 40% na conta de energia elétrica, com início da compensação energética em dezembro de 2024.
Quando concluído, o sistema terá capacidade de gerar mais de 25 mil MWh por ano, suficiente para abastecer 1.400 prédios públicos do Poder Executivo Estadual. A expectativa é alcançar economia de até 30% nas contas de luz, permitindo redirecionar recursos para áreas prioritárias como saúde e infraestrutura.
“A Parceria Público-Privada na produção de energia limpa para os prédios públicos do Governo de Mato Grosso do Sul vem se mostrando um grande caso de sucesso, tendo em vista que nós já estamos aproveitando esta energia limpa para mais de 183 prédios públicos, principalmente para Educação, em escolas tanto da Capital, como do interior do Estado", afirmou o secretário estadual de Administração, Frederico Felini.
"Nossa previsão é que até o final do ano estaremos com 826 prédios ligados nas cinco fazendas fotovoltaicas, que estão distribuídas por várias cidades do interior do Estado. Já se aponta uma economia significativa para os cofres públicos, no entanto o mais importante é a produção de energia limpa e sustentável”, finalizou.
A energia solar é obtida a partir da luz e do calor do sol e pode ser aproveitada de forma fotovoltaica, convertendo luz solar em eletricidade, ou térmica, para aquecimento de água ou fluidos. Mato Grosso do Sul ocupa o 8º lugar no ranking nacional de capacidade de geração de energia limpa, com 1,5 gigawatt (GW) de potência, equivalente a 4,1% do total brasileiro.
O estado fica atrás de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia. Atualmente, 197 residências sul-mato-grossenses são abastecidas com energia solar.