Indústria de MS recupera confiança e sondagem da Fiems aponta alta de 3,7 pontos

Pesquisa com 58 empresas mostra expectativa de demanda estável, mas uso da capacidade instalada é o menor para setembro em dez anos

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Divulgação/Sistema Fiems
Divulgação/Sistema Fiems

A indústria de Mato Grosso do Sul voltou a enxergar os próximos meses com otimismo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) fechou outubro em 52,5 pontos, alta de 3,7 pontos frente ao levantamento anterior, segundo o Observatório da Indústria do Sistema Fiems. Como o índice fica acima da linha de 50 pontos, o resultado indica que o empresariado voltou a apostar em melhora, depois de um período de cautela.

O levantamento reúne a Sondagem Industrial Mato Grosso do Sul de setembro e a pesquisa de Expectativas, Intenção de Investimento e Índice de Confiança de outubro, aplicadas entre os dias 1º e 13 de outubro de 2026 junto a 58 empresas industriais de pequeno, médio e grande porte no estado. A amostra tem 29 pequenas indústrias, 23 médias e seis grandes, de setores como alimentos, têxtil, biocombustíveis, madeira, química, plástico, calçados e farmacêutico.

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O que o empresário espera dos próximos seis meses

A melhora de humor não veio do nada: entre os industriais ouvidos, 41% acreditam que a situação da própria empresa vai melhorar no semestre seguinte, e 43% projetam estabilidade. Apenas 16% mantêm visão pessimista sobre o próprio negócio, o que ajuda a explicar o salto no índice geral.

Na ponta da demanda, 38% das empresas esperam aumento na procura por seus produtos até abril de 2027, enquanto 54% trabalham com cenário de estabilidade. A compra de matérias-primas segue a mesma lógica: 35% preveem elevar o volume adquirido e 52% pretendem manter o ritmo atual.

No emprego, a maioria aposta na manutenção dos postos de trabalho: 64% das indústrias dizem que não pretendem mexer no quadro de funcionários nos próximos seis meses, 24% planejam contratar mais e 13% preveem redução. A intenção de investimento, apesar de recuar 2,6 pontos em relação a setembro, ainda está em terreno positivo, com 52,3 pontos, e metade das empresas consultadas afirma que vai investir no período.

Capacidade ociosa ainda trava a produção

O otimismo com o futuro convive com um presente mais apertado. A utilização média da capacidade instalada ficou em 64% em setembro, o pior número para o mês em dez anos de série histórica do Observatório da Indústria. Isso significa que mais de um terço do parque fabril sul-mato-grossense seguiu parado ou operando abaixo do potencial.

No terceiro trimestre deste ano, 57% das indústrias relataram alta nos preços de matérias-primas e 30% disseram enfrentar dificuldade para acessar crédito. A lista de entraves é liderada pela falta ou custo elevado de insumos, seguida por carga tributária, juros altos, concorrência desleal e inadimplência de clientes, fatores que ajudam a explicar por que, em setembro, 33% das empresas ainda registraram queda na produção na comparação com agosto.

Mesmo com essas travas, a confiança no cenário macro também subiu: 29% dos industriais esperam melhora na economia de Mato Grosso do Sul e 49% preveem estabilidade. Em relação à economia nacional, 31% apostam em melhora e 39% em manutenção do quadro atual. O movimento reforça um ciclo que já vinha sendo observado na indústria de MS, que cresceu 7,1% e teve uma das maiores altas do país em levantamentos recentes.

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Fontes: SISTEMA FIEMS


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