Mato Grosso do Sul atingiu 81,12% de cobertura de esgoto nas localidades administradas pela Sanesul, segundo levantamento da própria companhia. O índice coloca o estado no caminho para cumprir, antes do previsto, a meta de universalização de 90% que o Novo Marco Legal do Saneamento fixou para todo o país até 2033.
O resultado é fruto de uma parceria público-privada entre o Governo do Estado, pela Sanesul, e a empresa Ambiental MS Pantanal, que financia ampliação de redes coletoras, novas estações de tratamento, elevatórias e reformas em sistemas já existentes. É esse modelo de financiamento conjunto que vem permitindo acelerar obras em municípios que historicamente ficavam para trás no saneamento.
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Enquanto o Brasil ainda mira 90% de cobertura até 2033, treze municípios sul-mato-grossenses já operam com 99% de esgoto coletado e tratado: Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Jateí, Inocência, Paranaíba e Bonito. Nova Andradina aparece logo atrás, com 98,26%, seguida por Dois Irmãos do Buriti (97,16%), Chapadão do Sul (96,91%), Figueirão (95,13%) e Bodoquena (93,32%).
No Pantanal, Corumbá chegou a 80,10% de cobertura, patamar relevante para uma cidade de fronteira com a Bolívia e historicamente marcada por desafios de infraestrutura sanitária ligados à geografia e ao turismo na região. Em Sidrolândia, na região metropolitana de Campo Grande, o índice já soma 87,27%.
O salto mais expressivo do levantamento aparece em Sonora, no norte do estado: o município foi de 10,02% de cobertura em agosto para 44,07% em setembro, impulsionado por obras de expansão em andamento. Caarapó, no Cone Sul, também avançou no período, passando de 75,50% para 82,47%.
Para o governador Eduardo Riedel, o resultado é efeito de um planejamento que atravessou mais de uma gestão. "Tenho orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o saneamento básico. Para chegarmos a este patamar houve um esforço coletivo de muitas pessoas, com uma política de Estado feita a curto, médio e longo prazo", disse.
O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, atribui a evolução dos números à continuidade dos investimentos e à parceria com a Ambiental MS Pantanal, que amplia a capacidade de execução das obras. A companhia mantém frentes de expansão em municípios que ainda não atingiram os índices das cidades líderes, com a expectativa de elevar a cobertura também nessas localidades nos próximos ciclos de obras.
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Fontes: SANESUL; GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL