Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas e reforça liderança nos pagamentos digitais

Banco Central aponta crescimento contínuo do sistema, que movimentou R$ 3,2 trilhões em setembro

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O sistema Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil, consolidando-se como o principal meio de pagamentos instantâneos do país. Dados do Banco Central mostram que, ao fim de setembro, havia 1,008 bilhão de chaves registradas, acima dos 998 milhões contabilizados em agosto. Apesar do volume expressivo, o número não corresponde à quantidade de usuários, já que uma mesma pessoa ou empresa pode registrar várias chaves vinculadas às suas contas. 

Segundo o levantamento, cerca de 956,7 milhões de chaves pertencem a pessoas físicas e 51,2 milhões estão ligadas a empresas. As chaves aleatórias lideram o ranking de registros, com 526,8 milhões de cadastros, seguidas pelas vinculadas a números de celular, CPF e e-mail. O modelo tem ganhado preferência por permitir transações sem a exposição direta de dados pessoais dos usuários. 

O crescimento das chaves acompanha a expansão do uso da ferramenta em todo o país. Apenas em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), responsável pela liquidação das operações do Pix, processou 7,1 bilhões de transações e movimentou aproximadamente R$ 3,2 trilhões. Os números evidenciam a importância do sistema tanto para consumidores quanto para empresas e pequenos negócios.

Com a popularização do Pix, o Banco Central também tem ampliado as medidas de segurança e os mecanismos de proteção contra fraudes. Entre as iniciativas recentes estão o botão de contestação para operações suspeitas, o endurecimento de penalidades para instituições com falhas de segurança e novas ferramentas voltadas a pagamentos recorrentes. O objetivo é preservar a confiança dos usuários em um sistema que se tornou parte da rotina financeira dos brasileiros. 


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