Todo mês, a conta de luz do consumidor sul-mato-grossense traz um detalhe que pode passar despercebido, mas que impacta direto no valor final: a bandeira tarifária. Ela é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e indica se o custo da geração de energia está mais caro ou mais barato naquele período.
Entender como funciona esse sistema ajuda o consumidor a planejar o consumo e evitar surpresas no boleto. Veja a seguir o que muda em cada cor e como acompanhar a bandeira vigente.
De acordo com a ANEEL, as bandeiras tarifárias existem desde 2015 e servem para sinalizar, de forma transparente, o custo real da geração de energia elétrica no momento em que ela é consumida. Antes desse sistema, as variações de custo da geração só eram repassadas ao consumidor até um ano depois, no reajuste tarifário seguinte.
Hoje, a cobrança adicional aparece já na conta do mês, com uma cor que resume a situação: verde, amarela ou vermelha (esta última dividida em dois patamares).
Esses valores são aplicados sobre o total de quilowatts-hora consumidos no mês, ou seja, quanto maior o consumo, maior o impacto da bandeira na conta final.
Segundo a ANEEL, o sistema se aplica a todos os consumidores cativos das distribuidoras de energia, com exceção daqueles localizados em sistemas isolados. Isso inclui a imensa maioria dos consumidores residenciais e comerciais de Mato Grosso do Sul.
A ANEEL mantém um calendário anual com as datas em que a cor de cada mês é anunciada. Segundo o calendário de 2026 divulgado pela agência em 07/01/2026, as próximas publicações estão previstas para:
Essas datas mostram que a bandeira é sempre divulgada no mês anterior ao de vigência, dando um prazo para o consumidor se programar.
Como o próprio nome sugere, o sistema de bandeiras não cria um custo novo — ele apenas torna visível um custo que já existia, mas que antes só aparecia no reajuste anual da tarifa. Na prática, isso significa que acompanhar a cor vigente ajuda o consumidor a entender por que a conta variou de um mês para o outro, mesmo sem mudança no hábito de consumo.
Para quem quer reduzir o impacto em meses de bandeira amarela ou vermelha, a lógica é simples: menos kWh consumidos resultam em menor acréscimo total, já que o valor extra é cobrado por unidade consumida.
Para confirmar a bandeira tarifária vigente no mês atual e consultar o calendário completo de divulgações, o canal oficial é o site da ANEEL, em gov.br/aneel/pt-br/assuntos/tarifas/bandeiras-tarifarias.
Quanto custa a bandeira amarela na conta de luz?
Segundo a ANEEL, a bandeira amarela acrescenta R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido no mês.
Qual o valor da bandeira vermelha?
A ANEEL informa dois patamares: o Patamar 1 acrescenta R$ 0,04463 por kWh e o Patamar 2, mais custoso, acrescenta R$ 0,07877 por kWh.
A bandeira verde tem custo extra?
Não. De acordo com a ANEEL, a bandeira verde indica condições favoráveis de geração e não gera nenhum acréscimo na tarifa.
Quando a ANEEL divulga a bandeira do mês seguinte?
A ANEEL publica um calendário anual com as datas de divulgação; em 2026, por exemplo, a bandeira de novembro foi anunciada em 30/10 e a de dezembro, em 27/11.