Naviraí, Ponta Porã e Aquidauana zeraram, juntas, 12 filas de exames que travavam o diagnóstico de pacientes do SUS em Mato Grosso do Sul. O balanço é do Ministério da Saúde e cobre a passagem das carretas do programa federal Agora Tem Especialistas pelos três municípios: cinco procedimentos encerrados em Naviraí, seis em Ponta Porã e um em Aquidauana.
O número que dá a dimensão real do programa no Estado é outro: mais de 15 mil procedimentos já foram feitos em mais de 8 mil pacientes sul-mato-grossenses desde que as unidades móveis começaram a rodar por aqui. A conta não fecha exata porque exames de saúde da mulher costumam vir em sequência: mamografia, depois ultrassonografia, depois biópsia quando há suspeita, tudo na mesma paciente.
Em Naviraí, a carreta de saúde da mulher passou em maio e deixou zeradas as filas de mamografia, colposcopia, ultrassonografia de mama, ultrassonografia transvaginal e ultrassonografia pélvica. Foi o tipo de exame que costuma empacar meses na rede fixa de muitos municípios de porte médio.
Em Ponta Porã, a lista fechada foi maior: ultrassonografia transvaginal, ultrassonografia pélvica, mamografia, colposcopia, biópsia de mama e biópsia do colo uterino. Já em Aquidauana, a demanda represada era por tomografia, e ela foi zerada por completo. A cidade recebe agora outra frente do programa, a unidade de oftalmologia, que segue de porta aberta na região do Pantanal.
Não existe fila espontânea na porta da carreta. O paciente entra no sistema pela própria rede pública do município, que agenda por ordem de fila e critério clínico, e o atendimento vale só para quem já está cadastrado no SUS. Zerar uma fila quer dizer que quem esperava naquele momento foi atendido, mas novos encaminhamentos entram todos os dias, e a demanda pode voltar a se formar assim que a estrutura móvel deixa a cidade.
Atualmente há três carretas rodando por Mato Grosso do Sul: uma de saúde da mulher em Dourados, uma de diagnóstico por imagem em Iguatemi e uma em Aquidauana. Antes dessa leva, o programa já havia passado por Corumbá, em março, reforçando o atendimento também na região do Pantanal.
No Brasil inteiro, o Agora Tem Especialistas mantém 120 carretas em operação, sendo 63 de saúde da mulher, 42 de exames de imagem e 15 de oftalmologia. O programa já soma mais de 1 milhão de procedimentos, cerca de 410 mil pessoas atendidas e mais de 170 filas zeradas em 88 municípios espalhados por 22 estados. Nas carretas de oftalmologia, o balanço nacional aponta mais de 110 mil tomografias e 80 mil cirurgias de catarata, uma das principais causas de fila cirúrgica no SUS.
O governo federal projeta chegar a 150 unidades até o fim de 2026, o que significa colocar 30 carretas novas na rua em pouco mais de três meses, ritmo de uma a cada três dias. "Quando levamos uma carreta para uma cidade, estamos levando o atendimento para mais perto de quem precisa e enfrentando diretamente a espera por consultas, exames e cirurgias. É o SUS indo até a população", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele completou que a meta é reduzir o tempo de espera pelo diagnóstico em todo o país, à medida que o programa se aproxima da marca de 1 milhão de procedimentos realizados.
Fontes: MINISTÉRIO DA SAÚDE; A CRÍTICA DE CAMPO GRANDE