Chapadão do Sul aplica 28,27% da receita em saúde e dobra cirurgias

Prestação de contas mostra 53 mil consultas e queda de 93% nos casos de dengue no município no segundo quadrimestre de 2026

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Chapadão do Sul aplica 28,27% da receita em saúde e dobra cirurgias
Reprodução/saude.ms.gov.br (imagem ilustrativa)

Chapadão do Sul fechou o segundo quadrimestre de 2026 aplicando 28,27% das receitas municipais em ações e serviços de saúde, quase o dobro do mínimo constitucional de 15% exigido dos municípios brasileiros. O número foi apresentado nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores, com a rede municipal registrando 53.022 consultas e 71.632 exames laboratoriais entre janeiro e agosto deste ano.

A prestação de contas é um rito obrigatório da gestão pública, mas em Chapadão do Sul virou vitrine de um movimento que chama atenção pela combinação pouco comum: mais dinheiro aplicado e menos gente doente. Enquanto o investimento em saúde cresceu na comparação com 2025, os indicadores de doenças transmitidas por mosquito despencaram — um contraste que a secretária municipal de Saúde, Adriana Tobal, e o contador da pasta, Denir Marcelino de Paula, levaram aos vereadores.

Menos dengue, mais cirurgia: os números que sustentam o discurso

O dado mais expressivo da apresentação talvez não seja financeiro, mas epidemiológico: os casos confirmados de dengue caíram de 419, registrados entre janeiro e agosto de 2025, para apenas 27 no mesmo período deste ano — uma redução de mais de 93%. A chikungunya seguiu trajetória parecida, saindo de 128 casos para 24. O resultado é atribuído à Vigilância em Saúde, que realizou 34.810 visitas a imóveis para controle de vetores e mantém monitoramento de 100% dos pontos estratégicos do município.

Do lado hospitalar, a Associação Hospitalar de Chapadão do Sul realizou 461 cirurgias no período, alta de aproximadamente 24% frente às 373 cirurgias do mesmo quadrimestre de 2025. A unidade também contabilizou 933 internações e 20.333 atendimentos no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Já a Atenção Básica, estruturada em 10 equipes da Estratégia Saúde da Família com cobertura de 100% da população, somou 32.368 visitas domiciliares feitas por agentes comunitários de saúde nos bairros e na zona rural.

Repasses batem R$ 44 milhões e bancam viagens a Campo Grande e São Paulo

A Prefeitura repassou R$ 44,02 milhões ao Fundo Municipal de Saúde entre janeiro e agosto, valor que representa 48,11% de tudo que entrou nos cofres da pasta no período e supera os R$ 36,70 milhões movimentados no mesmo intervalo de 2025. As despesas pagas pelo fundo somaram R$ 64,07 milhões, dos quais R$ 32,67 milhões foram para pessoal e encargos, R$ 29,41 milhões para despesas correntes e R$ 1,98 milhão em investimentos, como obras, equipamentos e materiais permanentes.

Parte desse orçamento sustenta um serviço que revela os limites da estrutura de saúde do próprio município: o transporte de pacientes para tratamento fora de Chapadão do Sul. Foram 557 viagens que levaram 6.148 pacientes a cidades como Campo Grande, Costa Rica, Três Lagoas e também aos polos de referência oncológica de Barretos e São José do Rio Preto, em São Paulo — quase 1.200 pacientes a mais do que os 4.944 transportados em igual período de 2025, sinal de que a demanda por procedimentos de maior complexidade segue subindo mesmo com a ampliação da rede local.

Na saúde bucal, os tratamentos concluídos passaram de 668 para 784, enquanto as primeiras consultas programáticas foram de 1.570 para 1.741 na comparação entre os dois anos. Moradores que quiserem relatar problemas, sugestões ou elogios sobre os serviços de saúde do município podem acionar a Ouvidoria Municipal pelo telefone 0800 999 2080, pelo WhatsApp (67) 99987-8600 ou pelo e-mail [email protected].

Fontes: PREFEITURA DE CHAPADÃO DO SUL; JOVEM SUL NEWS


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