A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande confirmou o 13º caso de raiva em morcego registrado na cidade em 2026 e intensificou o alerta para que tutores mantenham a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia. Os animais positivos foram encontrados em bairros espalhados pela capital, entre eles Centro, Santa Fé e Pioneiros, que aparecem mais de uma vez na lista de ocorrências.
A doença tem letalidade altíssima depois que os sintomas aparecem, o que faz da prevenção o único caminho seguro. Em cães e gatos, a vacina anual é a ferramenta que evita a circulação do vírus dentro das casas e reduz o risco de contágio para outros bichos e para as próprias famílias. É por isso que a Sesau trata a imunização como prioridade constante, e não como campanha pontual.
Além de Centro, Santa Fé e Pioneiros, os registros positivos apareceram em Vivendas do Bosque, Campo Alto, São Francisco, Ouro Preto, Nasse e Sargento Amaral, segundo o levantamento da Sesau. A distribuição por bairros diferentes indica que o risco não está concentrado em uma única região da cidade, o que reforça a orientação para que todo tutor, independentemente de onde mora, cheque a carteira de vacinação do animal.
A presença do vírus em morcegos não significa perigo generalizado. A maioria das espécies encontradas em Campo Grande se alimenta de frutas ou insetos e cumpre papel ambiental importante, sem risco direto às pessoas. O sinal de alerta é outro: morcego caído no chão, vivo ou morto, circulando de dia ou dentro de uma casa foge do comportamento normal da espécie e exige acionamento imediato do Centro de Controle de Zoonoses.
A vacina antirrábica para cães e gatos fica disponível o ano inteiro no Centro de Controle de Zoonoses, na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, no bairro Vila Ipiranga. A Sesau também mantém equipes de vacinação casa a casa e monta pontos fixos aos fins de semana, movimento que amplia o alcance da imunização para quem não consegue ir até a unidade em dias úteis.
A recomendação para quem encontrar um morcego fora do comportamento esperado é simples: não tocar no animal, afastar pessoas e outros bichos do local e chamar o CCZ para o recolhimento correto, já que o morcego pode ser encaminhado para análise laboratorial. Quem tiver contato direto com um morcego, mesmo sem mordida aparente, deve procurar uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliar a necessidade de iniciar o protocolo de profilaxia contra a raiva em humanos.
Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPO GRANDE (SESAU); PREFEITURA DE CAMPO GRANDE