Manter a carteira de vacinação em dia é uma das formas mais simples e eficazes de evitar doenças graves, internações e óbitos. Em Mato Grosso do Sul, as vacinas do SUS seguem o Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, aplicado nos postos de saúde de todos os municípios. Veja abaixo o que é recomendado para cada faixa etária e as ações mais recentes divulgadas pela SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde).
Os primeiros anos de vida concentram o maior número de doses. Ao nascer, a criança recebe hepatite B e BCG. Aos 2, 4 e 6 meses, entram penta (DTP+Hib+HB), poliomielite inativada (VIP), rotavírus e pneumocócica. Aos 3 e 5 meses, é a vez da meningocócica C.
A vacina contra influenza é recomendada anualmente para crianças de 6 meses a menores de 6 anos.
Aos 10 anos, começa o esquema da vacina contra dengue (DNG4), com duas doses e intervalo de três meses entre elas — em caso de atraso, pode ser feita até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Aos 11 anos, é indicada a meningocócica ACWY. Aos 14 e 24 anos, há reforços da dT (difteria e tétano). HPV, hepatite B, febre amarela e tríplice viral seguem conforme o histórico vacinal de cada pessoa.
Para adultos, o calendário considera o histórico de vacinação: hepatite B (3 doses) e dT (3 doses), com reforço aos 34 anos e, depois, a cada 10 anos — antecipado para 5 anos em caso de exposição a risco de ferimentos ou lesões que aumentem o risco de tétano ou difteria.
O Ministério da Saúde também prevê calendários específicos para gestantes e idosos, com vacinas de reforço e imunizantes indicados conforme a idade gestacional ou condições de saúde. A orientação é sempre confirmar o esquema individual na unidade de saúde, já que pode haver ajustes conforme histórico vacinal.
Em 11/06/2026, a SES-MS alertou que a cobertura vacinal contra Influenza em Mato Grosso do Sul estava em apenas 43,85%, patamar considerado insuficiente diante do aumento de casos respiratórios no outono e inverno. Segundo o boletim epidemiológico citado pela secretaria, o Estado já somava 3.523 notificações de SRAG hospitalizado em 2026, com 525 casos confirmados de Influenza e 67 óbitos relacionados à doença.
Já em 10/06/2026, MS recebeu o primeiro lote de 8.300 doses da vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), novo imunizante incorporado ao SUS. O novo esquema prevê uma dose aos 2 meses, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses (enquanto durar o estoque) e reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.
Sobre a dengue, o boletim da SES-MS de 02/06/2026 informou que 223.322 das 241.030 doses recebidas do Ministério da Saúde já haviam sido aplicadas na população-alvo de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias — faixa com maior número de hospitalizações pela doença entre 6 e 16 anos.
Como os estoques e as estratégias de vacinação podem variar por município e mudar ao longo do ano, confirme sempre as doses disponíveis e o calendário atualizado no site oficial da SES-MS: https://www.saude.ms.gov.br/.
Quais vacinas um bebê deve tomar nos primeiros meses de vida?
Ao nascer, hepatite B e BCG; aos 2, 4 e 6 meses, penta, poliomielite inativada (VIP) e pneumocócica; a partir dos 2 meses também entram rotavírus e meningocócica C, conforme o calendário do Ministério da Saúde.
Quem pode tomar a vacina contra dengue em MS?
Segundo boletim da SES-MS de 02/06/2026, o público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, com esquema de duas doses e intervalo de três meses entre elas.
Qual a cobertura vacinal contra a gripe em MS em 2026?
De acordo com a SES-MS em 11/06/2026, a cobertura vacinal contra Influenza estava em 43,85%, considerado abaixo do ideal para proteção coletiva.
A vacina Pneumo 20 já está disponível nos postos de MS?
O primeiro lote, com 8.300 doses, chegou à Rede de Frio Estadual em 10/06/2026 e a distribuição aos municípios seguiu critérios do Programa Nacional de Imunizações, podendo variar conforme o estoque local.
Atualizado em 22/09/2026 às 22h06 (horário de Campo Grande). Fonte: SES-MS e Ministério da Saúde.