Brasil e Bolívia unem forças para prevenir incêndios no Pantanal e no Chaco

Operação binacional inédita busca ampliar monitoramento e acelerar resposta a focos de fogo na região de fronteira

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Brasil e Bolívia iniciaram uma ação conjunta inédita voltada à prevenção e ao combate de incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense e no Chaco boliviano. A iniciativa reúne órgãos ambientais, forças de segurança e equipes de brigadistas dos dois países em uma operação de reconhecimento e planejamento na região de fronteira. 

A articulação foi definida durante reunião realizada em Corumbá, na sede do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com participação de representantes do Prevfogo/Ibama, da Armada Boliviana, da Defesa Civil da Bolívia (VIDECI) e da Sub-governação da Província de Germán Busch, que abrange os municípios bolivianos de Puerto Suárez, Puerto Quijarro e Carmen Rivero Tórrez. 

A operação segue até 18 de setembro e conta com quatro veículos e equipes dos dois países. O objetivo principal é realizar uma expedição de reconhecimento até a região da Baía Gaíva, localizada além da Serra do Amolar, uma das áreas mais sensíveis do Pantanal em períodos de estiagem. 

Segundo as instituições envolvidas, a ação permitirá identificar rotas mais rápidas para o deslocamento de brigadistas e equipamentos em caso de incêndios. Atualmente, o acesso à Baía Gaíva pelo lado brasileiro é feito principalmente por embarcações que navegam pelo Rio Paraguai a partir de Corumbá. Já pelo território boliviano existe uma estrada que reduz significativamente o tempo de deslocamento, embora ainda necessite de melhorias e manutenção. 

A cooperação internacional começou a ser construída após experiências anteriores envolvendo o IHP, o Prevfogo/Ibama, a Armada Boliviana e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. Com o avanço das tratativas, autoridades bolivianas passaram a integrar oficialmente as discussões para fortalecer a atuação coordenada na fronteira. 

Além da expedição atual, os dois países trabalham na criação de protocolos permanentes para compartilhamento de informações, definição de pontos de contato e integração das equipes responsáveis pelo monitoramento e combate ao fogo. A expectativa é reduzir o tempo de resposta em situações de emergência e ampliar a capacidade de prevenção em uma área onde os incêndios não respeitam limites territoriais. 

A iniciativa ganha relevância diante da importância ambiental do Pantanal, maior área úmida contínua do planeta, e do Chaco boliviano, bioma que também enfrenta desafios recorrentes relacionados às queimadas e aos eventos climáticos extremos. Para os participantes, a cooperação binacional representa um novo modelo de gestão integrada para proteger ecossistemas compartilhados e preservar a biodiversidade da região fronteiriça. 

 


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