O centro-sul de Mato Grosso do Sul pode acumular entre 80 e 100 mm de chuva ao longo desta semana, enquanto uma intensa massa de ar polar avança pelo país derrubando temperaturas no Sul e no Sudeste — e um ciclone extratropical ameaça se formar na sexta-feira (11) entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A previsão é do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, divulgada neste domingo (6 de setembro).
Para quem está no campo em MS, a semana pede atenção redobrada: além do volume de chuva acima da média para o período, o frio que chega logo no início dos dias pode complicar operações agrícolas, especialmente nas regiões mais baixas do centro-sul do estado. A onda polar que já vinha sendo monitorada se confirma com força nesta abertura de semana.
Na segunda-feira (7 de setembro), feriado da Independência, o frio polar já estará instalado sobre o Sul do Brasil. Áreas produtoras do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do sul do Paraná correm risco de geada, com mínimas abaixo de 5°C nas baixadas e temperaturas negativas esperadas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. "O tempo fica mais estável, mas o frio permanece intenso, com possibilidade de geadas nas áreas mais elevadas e temperaturas baixas inclusive nas capitais", afirma Müller. A partir de terça-feira (8), as temperaturas sobem gradativamente no Sul.
Em MS, o avanço do sistema polar contribui para queda nas mínimas — especialmente no centro-sul —, mas sem o risco de geada registrado nos estados vizinhos do Sul. O maior impacto no estado virá pela chuva, que deve se concentrar na segunda metade da semana. Quem acompanha o campo em regiões como Dourados, Naviraí e Maracaju deve monitorar os acumulados de perto. Municípios do estado já estiveram em alerta de geada em ondas frias anteriores desta temporada.
O alerta mais grave da semana está no Sul do país. A partir de quarta-feira (9), um cavado meteorológico favorece a formação de temporais no oeste de Santa Catarina e do Paraná, com risco de chuva intensa, granizo e rajadas de vento. Na sexta-feira (11), a formação de um ciclone extratropical entre RS e SC pode provocar chuva forte nos três estados sulistas. O ponto crítico é o oeste catarinense e o centro-oeste paranaense, onde os acumulados podem atingir 200 mm em 48 horas — volume suficiente para inviabilizar operações no campo e elevar o risco de alagamentos e deslizamentos de terra.
No Sudeste, o frio intenso dos primeiros dias cede a partir de quinta-feira (10), quando as temperaturas voltam a subir e podem chegar a 38°C no noroeste de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no norte de Minas Gerais. Já no Nordeste, o calor seco segue dominante, aumentando o risco de incêndios e prejudicando pastagens e lavouras. Em Goiás, acumulados de até 50 mm são esperados em algumas áreas; no Mato Grosso, entre 15 e 20 mm.
Fontes: CANAL RURAL; ARTHUR MÜLLER (METEOROLOGISTA)