Todos os 79 municípios de MS aderem ao Pacto de Sustentabilidade Climática

Campo Grande levou práticas da Agenda 2030 a encontro técnico nacional; estado alcança 100% de adesão municipal ao pacto climático articulado pelo TCE-MS.

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Todos os 79 municípios de MS aderem ao Pacto de Sustentabilidade Climática
Divulgação

Mato Grosso do Sul atingiu, nesta terça-feira (2 de setembro de 2026), um marco inédito na governança ambiental: todos os 79 municípios do estado aderiram ao Pacto da Sustentabilidade e Resiliência Climática, com articulação direta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). O anúncio ocorreu durante o 3º Encontro de Apoio Técnico do programa Meu Município pelos ODS, evento online que reuniu gestores de diferentes regiões do país para debater políticas públicas ligadas à Agenda 2030 da ONU.

A adesão unânime dos municípios representa um compromisso formal, mas o desafio que se impõe a partir de agora é de execução. "Alcançamos 100% de adesão dos municípios. O próximo passo, e talvez o mais importante, é transformar esse compromisso em capacidade de execução nos territórios", destacou Marcos Rocha, representante do Movimento Nacional ODS em Mato Grosso do Sul, ao lado do coordenador-geral adjunto Fernando Okada.

Campo Grande na arena nacional dos ODS

A capital sul-mato-grossense foi representada no evento pela presidente do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), Adir Diniz. A participação dá sequência ao envolvimento do município em discussões nacionais sobre desenvolvimento sustentável, incluindo a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, realizada em Brasília. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) de Campo Grande já integra o guia do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) dedicado à Agenda 2030 — um reconhecimento técnico que coloca a cidade como referência nacional em planejamento urbano sustentável.

Em março de 2026, Campo Grande conquistou pela sétima vez consecutiva o título de Cidade Árvore do Mundo (Tree City of the World), concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura. "Campo Grande tem demonstrado que sustentabilidade exige integração. Planejamento urbano, arborização, qualidade de vida, resiliência climática e desenvolvimento social precisam fazer parte de uma mesma estratégia de cidade", afirmou Rocha.

Próximo passo: comissões municipais e controle externo climático

O encontro discutiu instrumentos concretos de governança, entre eles a Resolução-Diretriz para o Controle Externo da Política Climática, que orienta os Tribunais de Contas a avaliar riscos, mitigação e transparência ambiental nos municípios. O debate abordou ainda a Carta de São Luís como referência para os gestores locais. "A agenda climática está deixando de ser apenas uma declaração de intenções. Ela passa a exigir planejamento, indicadores, gestão de riscos, transparência e capacidade institucional", avaliaram os representantes do Movimento Nacional ODS.

O cronograma estadual prevê agora a implantação das Comissões Municipais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CMODS), instâncias que deverão aproximar poder público, sociedade civil e setor produtivo em cada um dos 79 municípios. A Secretaria Especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas (SEPPE) de Campo Grande já acompanha os indicadores dos ODS localmente, usando-os como base para decisões administrativas. Bonito, polo de ecoturismo de destaque nacional, é um dos municípios entre os 79 que agora integram formalmente o pacto climático estadual.

Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE; CGNOTICIAS


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