Rio Pardo sufocado: Ribas convoca audiência sobre algas que travam pesca e navegação

Câmara de Ribas do Rio Pardo agenda debate público para 5 de novembro sobre macrófitas na UHE Mimoso; relatório do Imasul aponta fossas e resíduos industriais como causas

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Rio Pardo sufocado: Ribas convoca audiência sobre algas que travam pesca e navegação
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A Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo convocou audiência pública para 5 de novembro (quinta-feira) para debater o avanço de macrófitas — plantas aquáticas que formam tapetes densos sobre a água — no Rio Pardo, especificamente no trecho do reservatório da Usina Hidrelétrica Mimoso. O encontro será realizado na sede reformada do Legislativo e terá participação aberta à população.

O problema vem sendo monitorado pelos vereadores há meses, mas ganhou contornos mais graves em agosto, quando a Câmara recebeu um relatório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) detalhando as causas e consequências do fenômeno. O documento, elaborado a partir de fiscalizações e análises laboratoriais no reservatório e em seus afluentes, revelou um conjunto de fatores que, somados, aceleram a proliferação das plantas.

Fossas, resíduos industriais e erosão: o coquetel que alimenta as macrófitas

Segundo o levantamento do Imasul, os principais agravantes identificados no entorno do reservatório da UHE Mimoso incluem irregularidades no tratamento de resíduos industriais, fossas rudimentares em núcleos habitacionais às margens do rio e o carreamento de sedimentos provocado por erosões rurais. A retenção do fluxo d'água pelo barramento da usina potencializa todos esses fatores, criando condições ideais para que as macrófitas se multipliquem e dominem o espelho d'água.

O relatório ainda alerta para impactos diretos sobre quem vive e trabalha no entorno: a navegação fica comprometida, a pesca é prejudicada, as atividades de lazer tornam-se inviáveis e o ecossistema como um todo sofre desequilíbrio. São efeitos que recaem especialmente sobre pescadores artesanais, proprietários rurais ribeirinhos e moradores que dependem do rio para o cotidiano.

Audiência vai abrir espaço para quem é diretamente afetado

A presidente da Câmara, Tania Ferreira (PP), defende que o debate precisa ouvir quem está mais próximo do problema. "Esta audiência será um espaço de diálogo, onde a população poderá apresentar suas preocupações e contribuir para a busca de encaminhamentos responsáveis. A Câmara está cumprindo seu papel ao ouvir os cidadãos e colocar em debate uma situação que envolve o meio ambiente, as propriedades da região e a preservação de um dos nossos maiores patrimônios naturais que é o nosso Rio Pardo", afirmou a vereadora.

A participação será livre, sem necessidade de inscrição prévia. Os dados do relatório do Imasul serão apresentados como base técnica para orientar o debate, e os presentes poderão registrar formalmente suas demandas. O objetivo é que a audiência produza encaminhamentos concretos — e não apenas diagnóstico — sobre um rio que atravessa boa parte do Bolsão sul-mato-grossense e integra a paisagem e a economia local há gerações.

Fontes: CÂMARA MUNICIPAL DE RIBAS DO RIO PARDO; IMASUL; RADIO 90 FM


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