Dez capítulos, cinco escolas e centenas de estudantes de 7º e 8º anos da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande dão nome a um livro que nasceu de sala de aula: "Campo Grande: que cidade é essa?" foi lançado nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, na Escola Municipal Doutor Plínio Barbosa Martins. A tiragem chega a 2,9 mil exemplares impressos, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed).
O projeto não é um trabalho escolar qualquer entregue e esquecido na gaveta: cada uma das cinco unidades ficou responsável por duas temáticas da cidade, e o resultado foi organizado, revisado e impresso como livro de verdade, com ISBN de editora. A proposta partiu das equipes de História e Geografia da Divisão dos Anos Finais e Ensino Médio (DIFEM), em parceria com a Editora Olhares, e levou meses de pesquisa, entrevistas e produção de texto até chegar à gráfica.
Os capítulos cobrem população, educação, lazer, meio ambiente, história, arte, cultura, atividades profissionais, religião, alimentação e localização geográfica de Campo Grande. Na Escola Municipal Doutor Plínio Barbosa Martins, os estudantes se debruçaram sobre educação e mercado de trabalho local, cruzando dados levantados em campo com produções próprias — textos argumentativos, poesias, acrósticos e desenhos que ilustram o livro.
A aluna Gabriele Siqueira da Silva, uma das autoras, resume o que mudou ao ver o próprio nome numa publicação impressa: "Foi uma experiência muito única por a gente poder ter o nosso esforço em um livro e saber que isso pode ajudar outras pessoas também", contou. Também assinam capítulos estudantes das escolas municipais Carlos Vilhalva Cristaldo, José Mauro Messias da Silva, Professor Vanderlei Rosa de Oliveira e Professora Maria Tereza Rodrigues.
Depois de entregar exemplares aos próprios autores, a Semed vai distribuir o restante da tiragem para os acervos das escolas da Reme e para equipamentos culturais de Campo Grande — ampliando o alcance de um material pensado inicialmente para uso em sala de aula. A coordenadora pedagógica do projeto pela Editora Olhares, Gisele Germano, destacou o efeito da pesquisa sobre a cidade na formação desses estudantes: "Campo Grande é muito maior do que era quando começou esse projeto. Por quê? Porque ela cresceu dentro de cada um de vocês", afirmou.
Para a Semed, a experiência integra pesquisa histórica e geográfica ao currículo oficial sem abandonar a criatividade — um modelo que a rede pode repetir em outros projetos de letramento nos próximos anos. Mais informações sobre a rede municipal e outras iniciativas da educação em Campo Grande estão disponíveis no hub de notícias da cidade.
Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE; CGNOTÍCIAS