Campo Grande lança 3º ciclo de avaliação de escrita nas escolas municipais

Semed entregou boletins individuais por escola e definiu próxima rodada de diagnóstico para outubro; veja o que os dados revelaram sobre alunos do 3º ao 5º ano.

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Campo Grande lança 3º ciclo de avaliação de escrita nas escolas municipais
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A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (Semed) reuniu diretores, coordenadores e adjuntos da Rede Municipal de Ensino (Reme) nesta semana para analisar os resultados das avaliações de produção escrita aplicadas a estudantes do 3º, 4º e 5º anos. O encontro aconteceu na sede da Fetems e resultou na entrega de um boletim individual por unidade escolar, acompanhado de orientações metodológicas para guiar o planejamento pedagógico nas salas de aula.

O diagnóstico não é apenas burocrático: a Semed quer que os números se convertam em decisões concretas de ensino. Um terceiro ciclo de avaliação já está programado para o período entre 30 de setembro e 30 de outubro de 2026, com o objetivo de medir se as intervenções definidas a partir desta análise surtiram efeito nas escolas.

Boletins por escola mostram onde estão as lacunas

Cada unidade recebeu seu próprio relatório, permitindo que gestores e professores identifiquem habilidades que ainda não foram consolidadas pelos alunos e desenhem estratégias específicas para cada realidade. Os dados do 3º ano sinalizaram fragilidades na organização de ideias, na construção de narrativas completas, no uso de conectivos, pontuação, ortografia e revisão textual.

A superintendente de Gestão das Políticas Educacionais da Semed, Ana Cristina Dorsa Lima, defendeu uma leitura humanizada dos indicadores. "Que esses números sejam vivos, porque as crianças estão lá. A partir desse contexto, o que é possível ser realizado? De que forma a gente minimiza essa lacuna da aprendizagem?", questionou a gestora durante o encontro.

O professor Maurício Nars, da equipe técnica da Semed, reforçou que os indicadores funcionam como parâmetro complementar ao acompanhamento direto feito pelas escolas — e que a leitura precisa ser feita caso a caso. "É interessante olhar aluno por aluno e entender como esses alunos estão evoluindo. Cada situação vai demandar uma análise específica", explicou.

Secretário defende diagnóstico para direcionar o esforço pedagógico

O secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, foi direto ao defender o uso dos dados como instrumento de gestão. Para ele, tratar todos os estudantes com a mesma abordagem ignora realidades distintas dentro de uma mesma escola. "Qual é o nosso objetivo? Identificar na escola quem é o grupo vulnerável, quem é o grupo que eu preciso potencializar. Eu consigo dar o mesmo remédio para todos? Não. A gente precisa olhar esses dados e entender o que fazer a partir de agora", afirmou.

A professora Cláudia Giaretta, que apresentou a aplicação prática dos resultados para os anos seguintes, resumiu a lógica do processo: "Precisamos pensar o que elas mostram sobre o que os alunos já sabem e como podemos intervir para que eles continuem avançando a partir daquela realidade". Com os boletins em mãos, gestores e docentes das escolas municipais de Campo Grande seguem agora definindo as estratégias de intervenção que serão testadas no ciclo de outubro.

Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO GRANDE (SEMED); CGNOTÍCIAS


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