Artesãos e empreendedores da economia criativa de Corumbá, Ladário e região têm até esta quarta-feira, 30 de julho, para garantir vaga em uma oficina gratuita que promete atacar um dos maiores problemas do setor: saber quanto cobrar pelo próprio trabalho. O Sebrae/MS, em parceria com a Prefeitura de Ladário, realiza o encontro a partir das 18h no Centro Sebrae Pantanal, na Avenida Rio Branco, 1.180, em Corumbá.
O Pantanal é reconhecido pela riqueza e diversidade do artesanato local — peças que carregam identidade cultural e técnicas transmitidas por gerações. O problema é que toda essa criatividade nem sempre se converte em renda justa. Muitos artesãos terminam o mês no vermelho sem entender exatamente o motivo: cobram pouco demais, deixam custos de fora da conta e não calculam margem de lucro. É exatamente esse ciclo que a oficina quer romper.
A capacitação foi batizada de "O preço do meu artesanato está certo? Estou tendo lucro?" — e o título já revela a proposta: tirar o artesão da dúvida e colocá-lo no controle do próprio negócio. Durante o encontro, os participantes terão acesso a ferramentas e metodologias para montar uma precificação que considere custos diretos e indiretos, tempo de produção e margem de lucro real.
"A precificação para esses profissionais ainda é um gargalo. Considerar custos, tempo de produção, margem de lucro é importante para que esses profissionais sejam valorizados. A oficina vai ajudar, na prática, a construir esse conhecimento técnico", explicou Larissa Moraes, analista-técnica do Sebrae/MS responsável pela ação. Segundo ela, o foco está tanto nos artesãos quanto em quem atua em outros segmentos da economia criativa em Ladário e arredores.
Além dos artesãos individuais, integrantes da Associação da Economia Criativa de Ladário estão incluídos na programação — o que amplia o alcance da capacitação e fortalece a organização coletiva do setor na região de fronteira. A oficina comporta até 30 participantes, e as inscrições são gratuitas pela Loja Virtual do Sebrae.
A lógica por trás da iniciativa é clara: quando o empreendedor não inclui todas as despesas no preço final, acaba trabalhando mais para ganhar menos. Jornadas desgastantes, reinvestimento insuficiente e negócios que não crescem são consequências diretas de uma precificação equivocada — e esse diagnóstico vale tanto para quem faz cerâmica pantaneira quanto para quem produz bijuterias, bordados ou qualquer outro produto da cultura local.
As inscrições podem ser feitas pelo endereço ms.loja.sebrae.com.br, na área da Loja Virtual do Sebrae. Ao final da oficina, os participantes sairão com respostas concretas para três perguntas que costumam tirar o sono de qualquer microempreendedor: se o preço cobrado está correto, se o trabalho realmente gera lucro e como aumentar os ganhos sem perder competitividade no mercado.
A ação integra um esforço mais amplo do Sebrae/MS para fortalecer o ecossistema empreendedor no Pantanal — região que, além do potencial turístico e ambiental, tem na economia criativa uma fonte crescente de geração de renda para comunidades locais. Para quem trabalha com artesanato na região, essa pode ser a oportunidade de transformar talento em negócio sustentável de verdade.
Fontes: SEBRAE/MS