GCM de Corumbá treina grupamento tático com armas longas pela 1ª vez

Dezessete guardas da ROMU participam de curso inédito com calibre .40, combinando teoria e prática em estande de tiro até 31 de julho.

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GCM de Corumbá treina grupamento tático com armas longas pela 1ª vez
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A Guarda Civil Municipal de Corumbá deu um passo inédito em seu histórico operacional: pela primeira vez, integrantes do grupamento tático Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) passam por treinamento formal com armas longas calibre .40. O curso, promovido pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, teve início na manhã de segunda-feira, 27 de julho, e vai até a sexta-feira, 31 de julho, reunindo 17 guardas em atividades que combinam módulos teóricos e sessões práticas em estande de tiro.

A iniciativa marca uma virada no processo de armamento e qualificação da GCM corumbaense. Até aqui, os esforços de capacitação do ano haviam se concentrado exclusivamente no uso de pistolas — com dois cursos já concluídos e outros dois ainda previstos para 2025. Incorporar as armas longas ao programa representa um salto qualitativo para o grupamento que atua na linha de frente do apoio às operações de segurança pública no município.

Por que só a ROMU recebeu essa formação

A decisão de restringir o treinamento com armas longas aos 17 integrantes da ROMU não foi aleatória. O grupamento tático tem atribuições operacionais distintas das demais equipes da GCM — age em situações de maior complexidade, prestando apoio direto às forças de segurança do município. "Optamos por ministrar esse curso apenas para o grupamento tático que atua no apoio às ações de segurança pública do município", explicou o secretário Fernando Jorge Castro de Lucena, titular da pasta municipal de Segurança Pública e Defesa Social.

Para Lucena, capacitar e equipar adequadamente esse núcleo é condição básica para garantir eficiência no atendimento à população. "É importante que o nosso grupamento esteja devidamente capacitado e equipado para atuar na garantia da segurança pública e na prestação dos serviços à população", afirmou o secretário. A formação faz parte de um programa de qualificação continuada mantido pela administração municipal, que vem investindo de forma sistemática no aparelhamento da guarda.

Armamento adquirido, treinamento como obrigação

O curso com armas longas não surgiu de forma isolada: ele é consequência direta da compra de novos armamentos pela Prefeitura de Corumbá. "O curso faz parte do processo de capacitação para o uso das armas adquiridas pela Prefeitura", disse Lucena. Adquirir equipamento sem treinar os operadores seria, na prática, jogar fora o investimento — e a gestão municipal optou por estruturar um calendário de formação para garantir o uso seguro e eficiente de todo o arsenal disponível.

A metodologia do treinamento inclui tanto fundamentos teóricos — legislação, protocolos de uso da força, manuseio e manutenção — quanto a aplicação prática em estande de tiro. Essa combinação é exigida pelos órgãos reguladores e considerada indispensável para habilitar qualquer agente ao porte e uso legal de armas de fogo no exercício da função.

Corumbá e o desafio da segurança na fronteira

O reforço na capacitação da GCM ganha contornos ainda mais relevantes quando se considera a posição geográfica de Corumbá. Cidade-fronteira com a Bolívia, com intenso fluxo de pessoas e mercadorias, o município enfrenta desafios de segurança pública que extrapolam os de centros urbanos do interior convencional. Ter uma guarda civil bem treinada e equipada é parte da resposta institucional a esse cenário.

Com o programa de qualificação continuada avançando — armas curtas, armas longas e novos cursos previstos para os próximos meses —, a expectativa é que a GCM de Corumbá amplie progressivamente sua capacidade de resposta. O investimento em formação, mais do que em equipamento, é o que transforma uma guarda armada em uma força de segurança de fato preparada para as demandas da cidade.

Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE CORUMBÁ


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