Influenza A lidera mortes por SRAG no Brasil e acende alerta no Centro-Oeste

Boletim da Fiocruz aponta que o vírus da gripe A responde por quase 37% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas quatro semanas epidemiológicas.

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Influenza A lidera mortes por SRAG no Brasil e acende alerta no Centro-Oeste
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O vírus da influenza A segue em expansão no Brasil e já aparece como principal agente por trás das mortes registradas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) — situação que coloca o Centro-Oeste, região onde o Mato Grosso do Sul está inserido, em estado de atenção reforçada. Os dados são do Boletim InfoGripe, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quarta-feira, 1º de abril, com base na Semana Epidemiológica 12, que compreendeu o período de 22 a 28 de março de 2025.

  • O quê: Crescimento de casos e óbitos por influenza A no Brasil, com alerta para o Centro-Oeste
  • Quando: Dados da Semana Epidemiológica 12 (22 a 28 de março de 2025), divulgados em 1º de abril
  • Onde: Regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste — com MS incluído na zona de risco
  • Impacto: Fiocruz recomenda vacinação, uso de máscaras e isolamento para grupos vulneráveis

Influenza A concentra quase 37% das mortes por SRAG no período analisado

Entre os óbitos confirmados por SRAG nas quatro semanas mais recentes do monitoramento, a influenza A foi detectada em 36,9% dos casos com resultado positivo — o índice mais alto entre os vírus identificados. Na sequência, aparecem o rinovírus (30%), o Sars-CoV-2 (25,6%), o vírus sincicial respiratório (VSR) (5,9%) e a influenza B (2,5%). Quando se olha para o total de casos positivos — não apenas os fatais —, o rinovírus lidera com 45,3%, seguido pela influenza A (27,4%), VSR (17,7%), Sars-CoV-2 (7,3%) e influenza B (1,5%). A inversão dos dados revela um padrão preocupante: apesar de não ser o vírus mais disseminado em termos de infecções totais, a gripe A é desproporcionalmente letal nos casos mais graves.

Campanha de vacinação gratuita segue até 30 de maio nas UBS de MS

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, coordenada pelo Ministério da Saúde com apoio dos estados e municípios, teve início no sábado, 28 de março, justamente nas regiões onde o avanço da doença é mais intenso — incluindo o Centro-Oeste. A imunização está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o dia 30 de maio de 2025. Para a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, a vacinação não é opcional para quem pertence aos grupos prioritários. "É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza", declarou a especialista. A pesquisadora também destacou a importância de gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem contra o VSR, estratégia que garante proteção passiva aos recém-nascidos logo após o parto.

Máscaras e isolamento são recomendados para moradores do Centro-Oeste em risco

Além da vacinação, a Fiocruz orienta que moradores dos estados com crescimento de SRAG — e Mato Grosso do Sul está entre os estados do Centro-Oeste sinalizados no mapa epidemiológico — adotem medidas de proteção individual. Tatiana Portella recomendou o uso de máscaras em locais fechados e com grande concentração de pessoas, especialmente para quem integra os grupos de risco. A higienização frequente das mãos também foi enfatizada como medida preventiva eficaz. Para quem já apresenta sintomas gripais, a orientação da pesquisadora é clara: "Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95". O cenário reforça a necessidade de atenção especialmente nos municípios sul-mato-grossenses com maior densidade populacional e fluxo de pessoas, como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá, onde o risco de transmissão em ambientes fechados é mais elevado.

O monitoramento da Fiocruz por meio do InfoGripe é atualizado semanalmente e serve de base para decisões de saúde pública em todo o país. No Centro-Oeste, o histórico de surtos respiratórios entre o final do verão e o início do outono — período que coincide com a queda de temperatura e o aumento de aglomerações — torna ainda mais urgente a adesão à campanha de vacinação em andamento. Procurar a UBS mais próxima antes do Dia D da campanha pode fazer diferença na contenção do avanço da gripe A na região.

Fontes: FIOCRUZ, MINISTÉRIO DA SAÚDE


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