Casa do Homem Pantaneiro transforma-se em legado cultural e científico da COP15

Espaço aberto ao público em Campo Grande promove debates, cinema e exposições sobre conservação do Pantanal e espécies migratórias

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Casa do Homem Pantaneiro transforma-se em legado cultural e científico da COP15
Casa do Homem Pantaneiro: acesso público à cultura e ciência fica como legado em palco da COP15. - Bruno Rezende/Secom-MS
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A Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande, abriga o programa 'Conexão Sem Fronteiras' durante a COP15, com entrada gratuita e atividades culturais e debates sobre conservação ambiental. O governador Eduardo Riedel destacou que o espaço será permanente para educação ambiental e funcionará em conjunto com o Bioparque Pantanal, promovendo conscientização e turismo.

A programação inclui mostras audiovisuais e exposições, abordando temas como conservação de espécies migratórias e mudanças climáticas, com atividades voltadas para o engajamento do público. O evento conta com o apoio de diversas organizações e busca reforçar a mobilização socioambiental e os saberes tradicionais, promovendo Mato Grosso do Sul como um Destino Internacional.

Espaço aberto ao público para discussões globais no âmbito da COP15 (15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), realizada em Mato Grosso do Sul de hoje (23) até domingo (29), a Casa do Homem Pantaneiro, erguida dentro do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, recebe durante toda a semana o programa 'Conexão Sem Fronteiras', com atividades culturais e debates temáticos. A entrada é livre e gratuita.

No início da tarde desta segunda-feira, o governador Eduardo Riedel esteve no local, acompanhado da ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), apresentando o espaço e as iniciativas que serão realizadas ali, não apenas durante a COP15, mas também posteriormente, deixando legado institucional e estrutural para o fomento da conservação ambiental.

“Este espaço será permanente para a educação ambiental. Todo o Parque [das Nações Indígenas] vai passar por revitalização, incluindo melhorias na parte elétrica e no espaço esportivo. Nesse local, que já é o maior parque de Campo Grande, onde a população vem em massa, teremos a Casa do Homem Pantaneiro como legado para a educação ambiental”, afirmou Riedel, ao anunciar obras no entorno.

O governador destacou ainda que a Casa do Homem Pantaneiro fica ao lado do Bioparque Pantanal, equipamento público que cumpre papel social e de conscientização ambiental, recebendo alunos da rede pública de ensino e visitantes de outros estados e países.

“É um local onde há ciência, pesquisa e tecnologia, além de turismo. Quem visitar o Bioparque e o Parque das Nações Indígenas terá a oportunidade de conhecer também a Casa do Homem Pantaneiro, aprendendo mais sobre o Pantanal e sobre esse bioma. É um espaço que fica para Campo Grande e para todo o Estado”, concluiu Riedel.

Já a ministra Marina Silva elogiou o trabalho colaborativo entre entes federal, estadual e municipal, além de organizações da sociedade civil que participaram do projeto.

“Aqui há cultura e aprendizado sobre como utilizar recursos naturais sem destruí-los. Nesta casa não há fronteiras: cabe o pantaneiro, o trabalhador, o empresário — todos por um Brasil e um mundo mais sustentável, onde espécies migratórias possam manter o fluxo da vida”, afirmou.

Conexão Sem Fronteiras: cultura e debate socioambiental

O espaço Conexão Sem Fronteiras integra a programação da COP15, promovendo diálogo, cultura e sensibilização socioambiental. Reunindo diferentes linguagens, cinema, exposições e encontros temáticos, o ambiente cria conexões entre natureza, ciência, arte e sociedade, ampliando o alcance das discussões ambientais para além dos espaços institucionais.

Aberto ao público, o espaço terá programação especial de terça-feira (24) a domingo (29), incluindo debates, exposições fotográficas, sessões de cinema e atividades culturais, abordando temas centrais da COP15, como conservação de espécies migratórias, conectividade entre biomas, mudanças climáticas e proteção de habitats.

O objetivo é fortalecer o engajamento do público, estimulando reflexão crítica, incentivando o diálogo e consolidando a mobilização em torno de agendas socioambientais, com destaque para a valorização de territórios e saberes tradicionais.

Cine Pantanal e Pantanal Conecta: experiências interativas

Entre os destaques da programação estão a mostra Cine Pantanal, com produções audiovisuais de cunho socioambiental, e a exposição Pantanal Conecta, que apresenta ao público as dinâmicas ecológicas e culturais do bioma, evidenciando ciclos naturais e impactos das mudanças climáticas.

A agenda será segmentada por eixos temáticos: a abertura abordará aves migratórias, turismo de observação e saberes tradicionais; o segundo dia, os ecossistemas marinhos e biodiversidade do Atlântico Sul; o terceiro, o Pantanal, com estratégias de proteção de habitats e conservação de grandes mamíferos; e o encerramento, paisagens aquáticas, áreas úmidas e rotas migratórias, reforçando a integração entre biomas e políticas públicas.

Nos finais de semana, atividades especiais serão realizadas para crianças e famílias, com cinema, rodas de conversa e ações educativas, ampliando o alcance social da iniciativa.

Parcerias estratégicas e legado para Mato Grosso do Sul

O Conexão Sem Fronteiras valoriza a diversidade de narrativas ao reunir fotógrafos, realizadores e instituições parceiras, reforçando o papel do audiovisual e da arte na construção de uma narrativa coletiva sobre conservação da biodiversidade.

A ação conta com apoio de parceiros como GEF Terrestre, Funbio, BID, Global Environment Facility (GEF) e Documenta Pantanal. É realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em conjunto com o Governo Federal. O Governo de Mato Grosso do Sul participa com ações integradas, fortalecendo debates globais, turismo e economia regional, promovendo o Estado como destino internacional.


FONTE: Redação
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