Jorge Henrique de Lima, morador de Nova Andradina, partiu no dia 18 de agosto de 2026 para o que pode se tornar um feito inédito entre brasileiros: visitar todas as 196 capitais de países reconhecidos pela ONU em uma única expedição contínua, batizada de Jorge Sem Fronteiras. Com 33 anos e passagem por 13 países antes mesmo de iniciar o projeto, ele começou a jornada pelo leste asiático e pretende percorrer todos os continentes sem prazo fixo de retorno.
A história tem origem em 2019, quando uma demissão virou ponto de partida. Jorge embarcou para o Canadá em um intercâmbio de inglês e, ao se deparar com um mundo maior do que conhecia, percebeu que a vontade de viajar poderia se transformar em algo mais sério. O encontro com o viajante brasileiro Robson Jesus, do projeto O Nego Vai Longe, foi o que ajudou a converter a ideia em meta concreta. "O encontro serviu como inspiração e me mostrou que um sonho aparentemente distante poderia ser possível", contou Jorge.
Foi durante um mochilão pelas Américas, enquanto visitava a ilha de San Andrés, no Caribe colombiano, que Jorge esboçou o que viria a ser o Jorge Sem Fronteiras. Meses de pesquisa depois, ele chegou à conclusão de que nenhum brasileiro havia registrado uma expedição dedicada exclusivamente a conhecer todas as capitais da ONU. "Não encontrei registros de outro brasileiro com uma expedição dedicada exclusivamente a esse objetivo", disse ele. Para a jornada, acumula fluência em quatro idiomas — português, inglês, espanhol e francês — além de experiência prévia em 13 países distribuídos entre América e Europa.
A escolha de começar pelo leste asiático não foi por acaso: a região concentra alguns dos trajetos mais complexos em termos de vistos e logística, e enfrentá-la no início dá margem para ajustes na rota. O projeto é inteiramente documentado no perfil @jorgesemfronteiras nas redes sociais, onde Jorge registra cada capital visitada.
Para Jorge, a origem em uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul não é detalhe secundário — é parte da mensagem. "Quero mostrar que grandes sonhos não pertencem apenas a quem nasceu nos grandes centros. Minha história começou no interior, e espero que ela incentive outras pessoas a acreditarem que dedicação, planejamento e coragem podem abrir caminhos que antes pareciam impossíveis", afirmou. A declaração ressoa especialmente em Nova Andradina, cidade de cerca de 55 mil habitantes no sul do estado, mais conhecida pelo agronegócio do que por histórias de aventura global.
Fontes: JORGE SEM FRONTEIRAS (@jorgesemfronteiras); TOPMIDIANEWS