Cerca de 600 estudantes da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande ocuparam o palco do Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), durante a mostra Mundo Encantado Ribalta da Reme, realizada nesta semana. Com números de teatro, contação de histórias e apresentações circenses, o evento expôs ao público o que foi trabalhado nas salas de aula e pátios das escolas ao longo do primeiro semestre letivo.
A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Educação (Semed) como forma de dar visibilidade às práticas artísticas desenvolvidas nas unidades escolares e oferecer às crianças uma experiência real de palco — com plateia, iluminação e estrutura profissional. Professores, diretores e familiares acompanharam as apresentações, tornando o evento também um momento de integração entre escola e família.
Entre as mais de seiscentas crianças que subiram ao palco estava Vitória Eduarda Maciel Romeiro, de seis anos, aluna do Grupo 5 da Escola Municipal Adair de Oliveira. Foi a primeira vez que ela pisou em um teatro de grande porte — uma estreia que chegou acompanhada de ansiedade e nervosismo nos dias que antecederam o espetáculo.
Na plateia, sua mãe, Aline Maciel Torres Romeiro, viu a filha superar a timidez diante da plateia. "É emocionante. A gente descobre o talento e ela estava muito ansiosa com essa apresentação já há alguns dias. É um misto do que ela imaginava que ia apresentar e do que acontece na hora, por causa do nervosismo. Mas deu tudo certo e estava linda", contou.
O propósito da Semed vai além do espetáculo em si. As linguagens artísticas — teatro, circo e narrativa oral — são trabalhadas como instrumentos de desenvolvimento infantil, capazes de estimular autoconfiança, expressão e convivência coletiva desde a primeira infância. A mostra funcionou como ponto de chegada de um processo que começou muito antes do palco, dentro das próprias escolas.
O evento reforça a movimento crescente de Campo Grande de aproximar crianças das artes cênicas, ampliando o acesso à cultura para além dos circuitos tradicionais. Para muitos alunos da Reme, o Glauce Rocha foi, nesta semana, mais do que um teatro — foi o primeiro contato com o que significa se apresentar para o mundo.
Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO GRANDE; CGNOTICIAS