Frigoríficos de MS suspendem produção para os EUA após tarifaço de Trump

Quatro frigoríficos já interromperam produção para o mercado norte-americano no Estado

Por Redação
15/07/2025 14h21 - Atualizado há 1 mês
Frigoríficos de MS suspendem produção para os EUA após tarifaço de Trump
(Créditos: Reprodução)
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Frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam a produção de carne para os EUA devido a uma tarifa adicional de 50% imposta pelo ex-presidente Donald Trump. O vice-presidente do sindicato, Alberto Sérgio Capucci, afirmou que a paralisação visa evitar o acúmulo de estoques. Quatro frigoríficos, incluindo JBS e Minerva Foods, interromperam as operações voltadas ao mercado americano, buscando realocação dos produtos em novos destinos, como Chile e Egito. O secretário Jaime Verruck e a Associação Brasileira de Exportadores de Carne destacam a preocupação com o estoque acumulado e os impactos em outros setores, como mel e suco de laranja.

Frigoríficos de Mato Grosso do Sul decidiram suspender a produção de carne destinada ao mercado norte-americano após o ex-presidente Donald Trump anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros. As atividades voltadas ao mercado interno seguem normalmente.

Segundo o vice-presidente do sindicato do setor, Alberto Sérgio Capucci, a paralisação ocorre por questões logísticas, para evitar o acúmulo de estoques de carne que não seriam vendidos com a nova taxação.

Pelo menos quatro frigoríficos no estado interromperam as linhas de produção voltadas ao mercado dos EUA. São eles:

• JBS

• Naturafrig

• Minerva Foods

• Agroindustrial Iguatemi

De acordo com a Associação Brasileira de Exportadores de Carne (Abiec), houve uma redução significativa no fluxo de produção de carne destinada aos EUA.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, afirmou que, além da paralisação, o acúmulo de carne estocada preocupa empresários e governo.

“Têm um volume de carne estocada que deveria ir para o mercado americano, mas que não tem mais tempo de chegar até o dia 1º de agosto. Com isso, eles [frigoríficos] passam a ajustar suas escalas de produção para buscar a relocação desse produto. Temos, então, um aumento de estoque da carne que seria direcionada aos Estados Unidos”, detalhou.

Diante do impasse, surge a questão: para onde realocar essa produção? Segundo Verruck, Chile e Egito aparecem como possíveis novos destinos para a carne sul-mato-grossense.

Outros setores também foram impactados pelo aumento tarifário

• Mel – Exportadores do Piauí propõem divisão da taxa com clientes dos EUA

• Suco de laranja – Taxação eleva imposto do produto brasileiro para 70% e ameaça milhares de empregos

• Celulose – Setor produtivo frustra expectativas e alerta para risco nas exportações


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