O produtor de milho de Mato Grosso do Sul enfrenta um mês de outubro de queda nos preços justamente após fechar uma das maiores colheitas recentes do grão no estado. O indicador do milho calculado pela Cepea/Esalq, referência para o mercado nacional com base em Campinas (SP), fechou em R$ 64,24 a saca de 60 kg no dia 26 de outubro de 2026, recuo de 6,45% no acumulado do mês. Na comparação entre os dois últimos pregões monitorados, o preço praticamente não se mexeu: caiu de R$ 64,27 em 23 de outubro para R$ 64,24 em 26 de outubro, uma variação diária de apenas 0,05%.
O cenário de preço fraco chega depois de Mato Grosso do Sul confirmar uma safra robusta de milho segunda safra. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE de setembro de 2026, o estado colheu 12,825 milhões de toneladas do cereal na segunda safra do ciclo 2025/26, cultivadas em 2,25 milhões de hectares, com rendimento médio de 5.700 kg por hectare. O número não mudou frente à estimativa divulgada em agosto, sinal de que a produção já estava consolidada antes da queda de preço no mercado.
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A primeira safra de milho em MS, bem menor em volume, somou 139.046 toneladas em área de 14.806 hectares, com produtividade de 9.391 kg por hectare, também sem alteração frente ao mês anterior. O movimento de preços no mercado interno ocorre em meio a oscilação forte do dólar: segundo o Banco Central, a cotação de venda foi de R$ 5,0377 em 23 de outubro para R$ 5,5007 em 26 de outubro, alta de 9,2% em três dias, variável que pesa diretamente nas exportações do grão e, por consequência, na formação de preço pago ao produtor sul-mato-grossense.
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Fontes: IBGE; CEPEA/ESALQ; BANCO CENTRAL