A confirmação de um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial de Santa Catarina acendeu um alerta no setor avícola brasileiro. Apesar da preocupação com possíveis restrições comerciais, o mercado de carne de frango segue estável, sem registro de impactos nas cotações ou no volume negociado, segundo análises do Cepea.
Em Mato Grosso do Sul, não há registros da doença e o Estado mantém suas atividades normalmente. A situação é acompanhada de perto pela cadeia produtiva devido à relevância da avicultura para a economia sul-mato-grossense. Somente no primeiro bimestre de 2026, foram abatidos 30,6 milhões de frangos, alta de 6,97% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As exportações também reforçam a importância do setor. No início de 2026, Mato Grosso do Sul embarcou cerca de 28 mil toneladas de carne de frango, gerando receita de US$ 62,8 milhões. China e Japão estão entre os principais destinos da proteína produzida no Estado, enquanto o agronegócio respondeu por 94,5% das exportações sul-mato-grossenses no período analisado.
Com relação ao caso de Newcastle, a Famasul avalia que algumas restrições internacionais podem até abrir oportunidades comerciais para Mato Grosso do Sul. Isso porque países como China, Chile e Arábia Saudita limitaram os embargos apenas a Santa Catarina, preservando o acesso dos demais estados brasileiros a esses mercados. A China, inclusive, figura entre os principais compradores da carne de frango sul-mato-grossense.
Além do crescimento da produção, a avicultura estadual continua atraindo investimentos. Empresas do setor anunciaram ampliações industriais em municípios como Aparecida do Taboado e Caarapó, enquanto programas de incentivo e financiamentos fortalecem a expansão da cadeia produtiva. Diante desse cenário, o setor segue monitorando os desdobramentos sanitários, mas mantém perspectivas positivas para o mercado avícola de Mato Grosso do Sul.