Outubro traz chuva acima da média para MS, aponta Inmet

Instituto prevê volumes superiores ao normal em parte do estado, enquanto Mato Grosso e Goiás seguem com tempo mais seco

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Outubro traz chuva acima da média para MS, aponta Inmet
Calum McRoberts/Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Mato Grosso do Sul deve registrar chuva acima da média histórica ao longo de outubro, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgada nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026. O levantamento aponta o estado entre as áreas do Centro-Sul do país que devem se beneficiar do avanço gradual das chuvas, num cenário que contrasta com o de vizinhos como Mato Grosso e Goiás, onde o tempo seco deve persistir.

A mudança marca o fim de um período de calor intenso e chuva irregular que castigou boa parte do Centro-Oeste nas últimas semanas. Para quem depende da terra em MS, a expectativa é dupla: alívio na reposição de umidade do solo em algumas regiões, mas também atenção redobrada onde os volumes podem passar do necessário, especialmente nas áreas mais próximas da fronteira com o Sul do país.

Por que MS fica do lado "molhado" da previsão

Segundo a meteorologista Amanda Balbino, da Ampere Consultoria, o padrão mais úmido que já vinha castigando o Sul do Brasil deve se estender para áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso do Sul. "A chuva vai continuar, mantendo esse sinal mais úmido para as áreas do Sudeste, do Sul e até mesmo partes do Centro-Oeste. Então, outubro continua com essa condição mais chuvosa nessas regiões do Centro-Sul do Brasil", afirma a especialista.

O cenário é diferente do que se observa em Mato Grosso e Goiás, estados que aparecem no levantamento do Inmet com tendência de volumes abaixo da média histórica. A distinção interessa diretamente ao produtor sul-mato-grossense, que compete pelo mesmo mercado de soja e milho com essas regiões e pode ganhar vantagem se a chuva chegar na hora certa para o plantio da safra de verão.

Frente fria e ciclone no Rio Grande do Sul pressionam o sistema

Uma frente fria que atua sobre o Rio Grande do Sul deve avançar para o Centro-Sul do país nos próximos dias, impulsionada pela formação de um ciclone na costa gaúcha. Com o deslocamento do sistema, a chuva perde intensidade no extremo sul a partir de meados da semana e ganha força em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e parte do Centro-Oeste, área que inclui Mato Grosso do Sul.

Amanda Balbino pondera que a distribuição das chuvas não será uniforme dentro do próprio estado. "A chuva acontece de uma maneira bastante irregular, alguns pontos vão receber maiores volumes de chuva do que outros, mas mesmo assim pode trazer, em algumas regiões, um alívio para a questão de reposição de umidade do solo", explica. Municípios do Centro-Sul de MS já vinham sendo monitorados por volumes de até 100 mm associados à influência do mesmo ciclone que se forma no litoral gaúcho, o que reforça a tendência apontada agora para outubro.

A irregularidade das chuvas também tem travado o ritmo do plantio de soja em MS e no restante do Centro-Oeste nas últimas semanas, e a expectativa agora é de que o novo padrão ajude a destravar o calendário da safra em outubro.

Fontes: INMET; AMPERE CONSULTORIA; NOTÍCIAS AGRÍCOLAS


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