MS lidera crescimento no abate de suínos no Brasil e avança 16% em 2026

Estado supera com folga a média nacional e chega a 2,1 milhões de animais abatidos sob inspeção federal entre janeiro e julho

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Mato Grosso do Sul ganhou espaço no mapa da suinocultura brasileira em 2026. Entre janeiro e julho, o Estado registrou crescimento de 16% no abate de suínos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) em relação ao mesmo período de 2025, o maior avanço percentual entre os estados produtores. O resultado supera com ampla margem o crescimento nacional e coloca MS à frente de tradicionais polos da atividade, segundo dados divulgados pela Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Suínos (Asumas). 

No período, Mato Grosso do Sul abateu 2,1 milhões de suínos sob inspeção federal, volume que coloca o Estado na quinta posição nacional. Santa Catarina permanece na liderança, com 9,4 milhões de cabeças, seguida por Paraná, com 6,1 milhões, Rio Grande do Sul, com 6 milhões, e Minas Gerais, com 2,3 milhões. MS aparece à frente de Mato Grosso, que contabilizou 1,6 milhão, e Goiás, com aproximadamente 900 mil animais abatidos. 

O destaque sul-mato-grossense está principalmente na velocidade da expansão. Enquanto MS avançou 16% na comparação anual, o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 5,6% e o Paraná, de 4,94%. No Brasil, foram abatidos 29,07 milhões de suínos sob SIF entre janeiro e julho, crescimento de aproximadamente 3,2%. Os números nacionais citados pela Asumas têm como referência o painel ABCS Data Insights, que reúne estatísticas oficiais do SIF, ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de dados das federações. 

Os números divulgados pelo IBGE também confirmam um cenário de expansão da suinocultura brasileira, embora utilizem metodologia e período de referência diferentes dos dados do SIF. No segundo trimestre de 2026, o País abateu 15,697 milhões de suínos, crescimento de 4% sobre o mesmo trimestre de 2025 e de 2,6% em comparação com os primeiros três meses deste ano. O peso das carcaças chegou a 1,503 milhão de toneladas, 5,7% acima do registrado no mesmo período do ano passado. 

Apesar da expansão de Mato Grosso do Sul, a Região Sul ainda mantém forte predominância no setor. Entre janeiro e julho, 73,77% dos abates brasileiros sob inspeção federal estavam concentrados nos estados sulistas, enquanto o Centro-Oeste respondeu por 15,99%. O crescimento acelerado de MS, entretanto, mostra uma ampliação da participação de novos polos produtores no cenário nacional. 

De acordo com a Asumas, o avanço registrado no Estado está relacionado a um conjunto de fatores favoráveis à atividade. Entre eles estão o status sanitário de Mato Grosso do Sul, a disponibilidade de grãos utilizados na alimentação dos animais e os investimentos em tecnologia realizados pelos produtores. Para a entidade, esses fatores ajudam a aumentar a competitividade e criam condições para atrair novos investimentos da cadeia produtiva. 

A disponibilidade de milho e soja, principais componentes das rações, constitui uma vantagem estratégica para uma atividade em que a alimentação representa parcela importante dos custos de produção. Associada à expansão das agroindústrias e à modernização das granjas, essa característica contribui para consolidar a suinocultura como mais uma frente de desenvolvimento da proteína animal em Mato Grosso do Sul. Os dados de crescimento indicam que o Estado está ampliando sua presença em um mercado historicamente concentrado na Região Sul. 

No cenário brasileiro, julho também terminou com forte ritmo de atividade. Foram 4,488 milhões de suínos abatidos sob SIF somente naquele mês, crescimento de 5,92% sobre junho e o maior resultado mensal de 2026 até então. A combinação entre expansão nacional e crescimento sul-mato-grossense bem acima da média reforça a expectativa de maior participação de Mato Grosso do Sul na cadeia de carne suína do País. 


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