Os embarques brasileiros de algodão em setembro de 2026 seguem em ritmo acelerado: nos primeiros 13 dias úteis do mês, a média diária chegou a 9.408,6 toneladas, alta de 15,8% sobre as 8.127,7 toneladas registradas na mesma base de setembro de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (21) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Em receita, o salto foi ainda maior: a média diária de faturamento atingiu US$ 16,308 milhões, ante US$ 13,208 milhões há um ano — avanço de 23,5%.
O resultado combina volume e preço: a tonelada exportada passou de US$ 1.625,1 para US$ 1.733,4, ganho de 6,7% na comparação anual. Para os produtores sul-mato-grossenses da região norte do estado, especialmente em Chapadão do Sul e Costa Rica, o preço mais alto na ponta da exportação é um sinal de que a demanda internacional pelo produto brasileiro segue aquecida — mesmo com a volatilidade recente das cotações em Nova York.
No total, o Brasil embarcou 122.311,5 toneladas de algodão até a terceira semana de setembro de 2026, o que representa uma fatia do volume de 178.808,7 toneladas exportadas em todo setembro de 2025 — mês que contou com 22 dias úteis contra os 13 já computados neste levantamento parcial. Fazendo a conta proporcional, o ritmo atual sugere que o mês pode fechar próximo ou acima do desempenho do ano anterior, dependendo da cadência dos próximos embarques.
Em receita acumulada, o Brasil registrou US$ 212,011 milhões em setembro de 2026 até o momento, frente aos US$ 290,584 milhões de todo setembro de 2025. A diferença reflete o número menor de dias úteis apurados, não uma queda de desempenho — a média diária, o indicador mais preciso para comparação parcial, aponta na direção oposta.
O avanço simultâneo de volume e preço médio por tonelada distingue este setembro de ciclos anteriores, quando o Brasil crescia em quantidade mas enfrentava pressão de preço pela oferta elevada. O país consolidou nos últimos anos a liderança nas exportações mundiais de algodão — resultado que, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), passa pela eficiência logística e pela promoção comercial ativa em mercados asiáticos, principais destinos da fibra brasileira.
Para Mato Grosso do Sul, o cenário é favorável: produtores da faixa norte do estado que colhem algodão de segunda safra, integrado à soja, recebem o sinal de preço externo mais alto no momento em que negociam contratos para a nova temporada. O relatório completo da Secex com os dados de setembro está disponível no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Fontes: SECEX/MDIC; NOTÍCIAS AGRÍCOLAS