Escola de Brasilândia vence categoria nacional com resgate do povo Ofayé

Projeto sobre o povo indígena Ofayé foi 1º lugar em Ciências Humanas na Fetec-MS e garantiu vaga na Febic 2027

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Divulgação/GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL
Divulgação/GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL

Uma pesquisa sobre a história e a cultura do povo indígena Ofayé, desenvolvida por estudantes da Escola Estadual Adilson Alves da Silva, de Brasilândia, levou o primeiro lugar na categoria Ciências Humanas da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec-MS) 2026, realizada entre os dias 18 e 21 de outubro na UFMS, em Campo Grande. O trabalho, batizado de Mapeamento Digital dos Territórios de Saberes Ofayé: Inovação e Inclusão Social nos Espaços Urbanos, envolveu a comunidade indígena local e resultou na produção de placas de identificação em português e na língua Ofayé. A equipe, orientada pela professora Marciana Santiago de Oliveira, é formada pelos estudantes Isabela Chicotti Rodrigues da Silva, Leonardo de Melo Silva, Mayquiely Gonçalves Rodrigues e Sidney Eliandes de Souza, e já garantiu credencial para disputar a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febic) em 2027.

O resultado faz parte de uma colheita maior do interior de MS na feira estadual. Ao todo, 35 projetos financiados pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (Pictec), mantido pelo Governo do Estado por meio da Fundect, somaram 41 prêmios entre colocações e reconhecimentos especiais. Participaram da Fetec-MS 2026 cerca de 100 projetos do Pictec, com 469 bolsistas de 26 municípios sul-mato-grossenses na disputa, distribuídos em oito áreas do conhecimento, da Capital a cidades como Ponta Porã, Batayporã e Nova Andradina.

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Em Batayporã, a Escola Estadual Jan Antonin Bata venceu a categoria Ciências Biológicas com o Biopapel, projeto que transforma folhas secas da árvore oiti em sacolas sustentáveis como alternativa ao plástico, sob orientação do professor Luiz Henrique da Silva Santana. Já em Nova Andradina, a Escola Estadual Marechal Rondon ficou em primeiro lugar em Ciências da Saúde com uma pesquisa sobre resistência bacteriana a antibióticos, explicada por meio de jogos de tabuleiro e digitais, orientada pela professora Daniele Fabiana Glaeser.

O IFMS também teve presença forte entre os vencedores. O Campus Ponta Porã levou o primeiro lugar em Ciências Agrárias com um estudo sobre subsolagem e semeadura direta em sistemas de rotação de culturas, orientado pelo professor Renato Teodoro de Lima. Já o Campus Campo Grande venceu em Engenharias com a avaliação de uma máquina para processar o baru, fruto típico do Cerrado, sob orientação do professor Fabiano Pagliosa Branco.

Cinco projetos vão à Expedição Pantanal Cerrado

Entre os prêmios distribuídos estão vagas para a Febic 2027, a Mostra de Ciências de Mato Grosso do Sul (Mocica) 2027 e a seleção de cinco pesquisas para a Expedição Científica Pantanal Cerrado. Fazem parte dessa lista estudos sobre aves em Vicentina, polinização da berinjela em Aquidauana, rádios escolares em Campo Grande, pomares escolares em Ivinhema e produção de mudas nativas em Dourados.

A Capital também reuniu vencedores em outras duas áreas: a Escola Estadual Waldemir Barros da Silva levou o primeiro lugar em Ciências Exatas e da Terra, com uma plataforma de educação financeira para jovens, e em Ciências Sociais Aplicadas, com um levantamento sobre os desafios das rádios escolares da rede estadual. Em Aquidauana, a Escola Estadual Felipe Orro venceu em Linguística, Letras e Artes com um projeto sobre educação menstrual e igualdade de gênero.

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Fontes: GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL; FUNDECT


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