Economia de MS pode crescer quase o dobro do Brasil em 2026, aponta projeção

Banco do Brasil estima avanço de 3,4% para Mato Grosso do Sul, contra previsão de 1,8% para o PIB nacional

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Mato Grosso do Sul pode encerrar 2026 crescendo quase o dobro da média brasileira, mesmo em um cenário de desaceleração da economia nacional. Projeção regional do Banco do Brasil aponta expansão de 3,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) sul-mato-grossense, enquanto o Banco Central reduziu de 2% para 1,8% sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Para 2027, a projeção do BC indica avanço nacional ainda menor, de 1,4%. 

A diferença está principalmente na composição da economia de Mato Grosso do Sul. Conforme a Resenha Regional do Banco do Brasil citada pelas fontes consultadas, a agropecuária estadual deve crescer 7% em 2026, enquanto a indústria pode avançar 3,2% e os serviços, 2,2%. No cenário nacional apresentado pelo mesmo levantamento, as projeções são mais modestas: crescimento de 2,4% para o agro, 1,7% para a indústria e 1,8% para os serviços. 

A força do campo aparece como um dos principais motores dessa diferença. A segunda safra de milho 2025/2026 de Mato Grosso do Sul é estimada em 16,253 milhões de toneladas, volume 14,3% superior ao recorde anterior, segundo os dados reunidos pela reportagem consultada. O Valor Bruto da Produção agropecuária estadual também foi estimado em R$ 83,47 bilhões em 2026, mantendo Mato Grosso do Sul entre os protagonistas nacionais do setor. 

Além da agropecuária, a diversificação industrial ajuda a explicar a capacidade de Mato Grosso do Sul de avançar acima da média brasileira. A economia estadual vem incorporando investimentos relacionados à celulose, florestas plantadas, bioenergia e logística, ampliando a participação de atividades industriais ligadas às matérias-primas produzidas no próprio Estado. Relatório da Semadesc também aponta a expansão das florestas plantadas e a entrada em operação de novas indústrias de base florestal como mudanças estruturais relevantes no perfil produtivo sul-mato-grossense. 

O cenário estadual contrasta com a perda de ritmo observada no País. Segundo os dados divulgados pelo Banco Central e reproduzidos nas fontes consultadas, o PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, depois de avançar 1,1% nos três primeiros meses do ano, e indicadores posteriores sinalizaram continuidade da desaceleração. Para Mato Grosso do Sul, a estimativa de crescimento de 3,4% mostra uma economia mais resistente neste momento, sustentada especialmente pelo avanço do agronegócio e da indústria, embora as projeções possam ser alteradas conforme o comportamento da atividade econômica até o fechamento do ano. 


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