Diesel: por que o desconto de R$ 2,12 por litro não cai a partir de domingo

Portaria do Ministério da Fazenda evita fim do benefício quando MP perde validade neste sábado (26); produtor rural de MS sente o efeito direto no frete da safra

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Diesel: por que o desconto de R$ 2,12 por litro não cai a partir de domingo
DanTD/Wikimedia Commons (CC BY)

O Ministério da Fazenda publicou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, uma portaria que garante a continuidade do desconto de R$ 2,12 por litro no óleo diesel vendido no país. A medida chega em cima da hora: a Medida Provisória que amparava parte do benefício perde validade neste sábado (26), e sem a nova regra o valor cobrado nas bombas de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil poderia subir já na segunda-feira.

A subvenção nasceu bem menor. O governo começou pagando R$ 1,12 por litro para segurar o preço do diesel diante da instabilidade do petróleo no mercado internacional. Depois, com a piora do cenário externo, uma nova MP autorizou a Fazenda a reforçar o benefício por conta própria, e a pasta somou mais R$ 1 ao valor, chegando ao R$ 2,12 que vigora hoje. A portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União apenas trava esse patamar para não deixar a conta zerar quando a MP expirar.

O impacto no frete que carrega a soja de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul depende do diesel para escoar praticamente toda a produção agrícola até os portos e ferrovias. O frete rodoviário é o elo entre a lavoura em municípios como Dourados, Maracaju e Chapadão do Sul e os terminais de embarque, e qualquer oscilação no preço do combustível chega direto na planilha do produtor e do transportador autônomo que roda a BR-163 e as rodovias estaduais.

Manter o desconto de R$ 2,12 por litro evita um repasse imediato de custo justamente no período em que o estado se prepara para o plantio da próxima safra de soja e para o transporte do que ainda resta da colheita anterior. Sem a subvenção, o diesel ficaria mais caro nas bombas de todo o país, e o efeito bateria com força também no custo da pecuária sul-mato-grossense, que usa caminhões para levar o gado ao abate e a carne processada até os mercados consumidores.

Fontes: MINISTÉRIO DA FAZENDA; CANAL RURAL


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