Uma frente fria estacionada entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país ainda deixa resquício de chuva na porção central e leste de Mato Grosso do Sul na manhã desta quarta-feira (23), mas o tempo começa a fechar o ciclo de instabilidade ao longo do dia, segundo o boletim do Canal Rural. A boa notícia para quem depende do tempo firme — do produtor ao motorista de estrada — é que a estabilização chega antes do fim da tarde.
O fenômeno que gerou a chuva nos últimos dias no Estado é o mesmo que provoca temporais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais nesta quarta. Enquanto o Sudeste enfrenta risco de chuva forte e queda de temperatura, Mato Grosso do Sul fica na borda do sistema, recebendo apenas o efeito residual da frente fria antes de a massa de ar seco tomar conta da região.
Segundo o levantamento meteorológico, a instabilidade se concentra na região central e leste de Mato Grosso do Sul e avança também pelo sul de Goiás durante o período da manhã. É o mesmo corredor de umidade que, ao longo do dia, intensifica as pancadas em Goiás, no Distrito Federal e no centro-norte e leste de Mato Grosso, com chuva classificada como moderada a forte nessas áreas vizinhas.
Em Mato Grosso do Sul, porém, o cenário é de transição: a chuva perde intensidade à medida que a tarde avança, e o Estado deve fechar o dia com tempo mais estável do que amanheceu. É um alívio pontual para quem sofreu com as rajadas e o volume de água registrados na chegada da frente fria com rajadas de até 100 km/h e queda de granizo em dias anteriores.
O boletim aponta que as rajadas mais fortes do dia — de até 70 km/h — devem se concentrar no nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás, áreas onde o calor segue predominando mesmo com a passagem do sistema frontal. Não é a primeira vez que o Centro-Oeste registra ventania elevada neste mês: episódio semelhante já havia colocado municípios de MS entre os pontos de maior intensidade de vento no país, como mostrou o MSConecta ao relatar que Juti e Naviraí lideraram rajadas de quase 100 km/h durante a passagem de outra frente fria.
Para o produtor rural sul-mato-grossense, a leitura prática é dupla: a chuva residual desta quarta ainda ajuda a repor umidade no solo em parte do Estado, mas a estabilização que vem em seguida tende a reduzir novamente os índices de umidade relativa do ar, um padrão que já vinha sendo observado em boletins anteriores sobre a oscilação entre chuva e tempo seco na região.
Fontes: CANAL RURAL