Campo Grande teve uma redução de 2,16% no preço da cesta básica entre julho e dezembro de 2025, sendo a terceira menor queda entre as 27 capitais analisadas, atrás apenas de Belo Horizonte e Macapá. Apesar da tendência nacional de queda nos preços, a cidade enfrenta um recuo modesto, refletindo custos logísticos e variações no mercado local. O estudo do Dieese e da Conab agora abrange todas as capitais brasileiras, revelando desigualdades regionais na variação dos preços, com as maiores reduções concentradas no Norte e Nordeste, como em Boa Vista.
Apesar do recuo generalizado no preço da cesta básica nas capitais brasileiras, Campo Grande aparece entre as cidades onde a redução foi menos significativa no segundo semestre de 2025. É o que aponta levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pelo Dieese, em parceria com a Conab, que analisou a variação do custo dos alimentos essenciais entre os meses de julho e dezembro.
No período, a Capital de Mato Grosso do Sul registrou queda de 2,16% no valor da cesta básica, a terceira menor variação negativa entre as 27 capitais analisadas. O desempenho ficou atrás apenas de Belo Horizonte, com redução de 1,56%, e Macapá, com recuo de 2,10%.
Os dados revelam que, embora a tendência nacional tenha sido de queda nos preços, o impacto sobre o orçamento das famílias variou de forma expressiva entre as regiões. Em Campo Grande, o recuo mais modesto indica que o custo da alimentação básica permanece pressionado, mesmo diante de um cenário nacional mais favorável.
Especialistas apontam que fatores como custos logísticos, composição do mercado local e variações na oferta de produtos influenciam diretamente o comportamento dos preços em cada capital.
Desde julho de 2025, o estudo do Dieese e da Conab passou a abranger todas as capitais brasileiras. Antes disso, o monitoramento era realizado em 17 cidades. A ampliação da amostra permitiu uma visão mais completa do custo da cesta básica no país e fortaleceu a comparação entre diferentes regiões.
A mudança também evidenciou desigualdades regionais no ritmo de queda dos preços, mesmo em um contexto de desaceleração inflacionária dos alimentos.
As maiores quedas no semestre foram registradas, principalmente, em capitais do Norte e do Nordeste. Boa Vista (RR) liderou o ranking nacional, com redução de 9,08%, seguida por Manaus (AM), com 8,12%, e Fortaleza (CE), com 7,90%.
Em termos absolutos, Boa Vista teve redução de R$ 60,69 no valor da cesta básica entre julho e dezembro, passando de R$ 712,83 para R$ 652,14.
Na análise regional, Brasília (DF) apresentou o maior recuo no Centro-Oeste, com queda de 7,65%. Campo Grande, por outro lado, figurou entre as capitais com menor variação negativa, evidenciando um comportamento distinto dentro da própria região.
No Sul, Florianópolis (SC) teve a maior queda, com 7,67%, enquanto no Sudeste o destaque foi Vitória (ES), com redução de 7,05% no semestre.