O Brasil foi o principal destino de investimentos estrangeiros da América Latina em 2025, ao receber US$ 77 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED), um crescimento expressivo em relação aos US$ 63 bilhões registrados no ano anterior. O volume colocou o país entre os cinco maiores receptores de capital estrangeiro do mundo e respondeu por cerca de 40% de todos os investimentos destinados à América Latina e ao Caribe.
Dados do relatório mundial de investimentos da UNCTAD mostram que Brasil e México concentraram aproximadamente dois terços dos aportes realizados na região. O desempenho brasileiro foi decisivo para que a América Latina registrasse crescimento de 14% na entrada de investimentos estrangeiros em 2025, mesmo diante de um cenário econômico global de incertezas.
Os recursos foram direcionados principalmente para setores estratégicos como energia, mineração, eletricidade, indústria automotiva, tecnologia e infraestrutura, áreas consideradas fundamentais para a transição energética e para a modernização da economia brasileira. A própria ONU destaca que o país vem atraindo projetos ligados a energias renováveis, recursos naturais e novas tecnologias, ampliando sua relevância no cenário internacional.
Além da injeção de capital, os investimentos estrangeiros costumam gerar efeitos diretos na economia. Entre eles estão a criação de empregos, a ampliação da arrecadação de impostos, a disseminação de novas tecnologias e a construção de infraestrutura que permanece no país mesmo após décadas de operação. Grandes projetos industriais e tecnológicos anunciados nos últimos anos reforçam esse movimento e ajudam a posicionar o Brasil como destino estratégico para investidores globais.
Para Mato Grosso do Sul, o cenário é especialmente favorável. O Estado vem atraindo aportes bilionários para as cadeias de celulose, bioenergia, logística e agronegócio, setores diretamente ligados ao perfil dos investimentos que mais crescem no país. O avanço do capital estrangeiro contribui para ampliar a geração de empregos, fortalecer a infraestrutura regional e impulsionar a competitividade das exportações sul-mato-grossenses nos mercados internacionais.