Reforma tributária entra na reta final e setor produtivo cobra definições do governo

Empresariado aguarda regulamentação de alíquotas e do imposto seletivo para adaptação ao novo sistema tributário previsto para 2027

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A reforma tributária aprovada pelo governo federal volta ao centro das atenções após as eleições. Com a entrada em vigor do novo sistema prevista para 2027, representantes do setor produtivo passaram a pressionar o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda por definições sobre pontos considerados fundamentais para o planejamento das empresas. 

Entre os temas que ainda geram incerteza estão a alíquota definitiva do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e a regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido popularmente como “imposto do pecado”. Segundo informações divulgadas pela imprensa, integrantes do Ministério da Fazenda devem intensificar as discussões sobre o tema, incluindo reuniões com setores que serão diretamente impactados pelas novas cobranças. 

A expectativa de parte do empresariado é que o governo mantenha o modelo aprovado pelo Congresso Nacional, garantindo previsibilidade para investimentos e adequações operacionais. Atualmente, as projeções discutidas apontam para uma alíquota próxima de 28% no IVA Dual e cerca de 0,25% para o Imposto Seletivo, embora os percentuais ainda dependam de validação legislativa. 

Para Mato Grosso do Sul, estado com forte presença do agronegócio, da indústria de transformação e do comércio interestadual, as definições da reforma tributária são acompanhadas com atenção. A mudança promete simplificar a cobrança de tributos ao longo dos próximos anos, mas também exigirá adaptação de empresas e cadeias produtivas que operam em diferentes regiões do país. 


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