Anastácio: lote de 144 bois Angus bate média de 27,7 arrobas

Fazenda Paiolão conquistou bonificação do Precoce MS com animais de zero e dois dentes abatidos em unidade da Friboi na cidade

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Anastácio: lote de 144 bois Angus bate média de 27,7 arrobas
Arte/MSConecta

Um lote de 144 bois da raça Angus, criados e terminados na Fazenda Paiolão, em Anastácio, bateu uma média de 27,7 arrobas de carcaça (415 quilos) por animal na balança da unidade da Friboi no município. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo quadro Giro pelo Boi, do Giro do Boi, chamou atenção pela combinação pouco comum: animais superjovens, com dentição de zero e dois dentes, entregando peso de carcaça digno de bois mais velhos.

O feito tem endereço certo na pecuária sul-mato-grossense. A propriedade pertence ao produtor Nelson Rubens Krause, que apostou em gado de produção própria — ou seja, nascido e criado na própria fazenda — associado a um sistema de confinamento intensivo para acelerar o ganho de peso sem perder qualidade de carcaça. É esse tipo de manejo que, cada vez mais, coloca frigoríficos instalados no interior de Mato Grosso do Sul na rota de lotes premiados por programas de bonificação.

Como a Fazenda Paiolão chegou à bonificação do Precoce MS

Quem acompanhou a chegada dos animais na linha de abate foi Ricardo da Rocha, gerente e zootecnista da unidade da Friboi em Anastácio. Segundo o relato do Giro do Boi, o profissional elogiou publicamente o padrão zootécnico do lote, destacando o acabamento de gordura e o volume de carcaça obtidos em animais tão jovens — fator decisivo para garantir a bonificação do Precoce MS, programa estadual que recompensa financeiramente produtores que entregam bois precoces e bem terminados às indústrias frigoríficas.

A maioria do lote era formada por machos de zero e dois dentes, classificação que indica idade reduzida ao abate. Na prática, isso significa que a Fazenda Paiolão conseguiu antecipar o ciclo produtivo do animal sem sacrificar peso nem qualidade — o tipo de eficiência que reduz custo de produção e aumenta a margem do pecuarista.

Confinamento e genética Angus como estratégia de escala

O resultado da fazenda de Anastácio reforça um movimento que já é rotina em parte da pecuária de Mato Grosso do Sul: usar o confinamento como ferramenta para concentrar o abate em janelas de maior valorização e, ao mesmo tempo, padronizar lotes inteiros dentro das exigências de programas de qualidade. Com genética Angus de cria própria, a fazenda evitou a variação de performance que costuma aparecer em lotes formados por animais comprados de diferentes origens.

Para frigoríficos como a unidade da Friboi de Anastácio, receber lotes homogêneos e com alto índice de aprovação em programas como o Precoce MS facilita o planejamento da produção e agrega valor à carne processada — um ciclo que, no fim das contas, também beneficia a cadeia pecuária do estado.

Fontes: FAZENDA PAIOLÃO; GIRO DO BOI


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