Abacate a R$ 2,66/kg: entenda a queda de 51,6% que chega a MS

Fruta é destaque no atacado paulista da Ceagesp com preço médio quase pela metade em um ano; veja o que explica a baita diferença

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Abacate a R$ 2,66/kg: entenda a queda de 51,6% que chega a MS
Reprodução/ceagesp.gov.br (imagem ilustrativa)

O abacate margarida negociado no atacado da Ceagesp, em São Paulo, fechou a segunda-feira, 21 de setembro de 2026, cotado a R$ 2,66 o quilo — quase metade do valor registrado no mesmo período do ano passado, quando a fruta custava R$ 5,50/kg. A queda de 51,6% em doze meses, apurada pela Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) da companhia, coloca o produto na lista semanal de itens com tendência favorável de compra — e tende a se refletir no preço que chega às bancas de feira e supermercados de Mato Grosso do Sul, estado que importa boa parte do hortifruti que consome.

O movimento não é um susto isolado de uma semana: na comparação mês a mês, a redução ainda é de 1,0%, e olhando só os últimos sete dias o recuo chega a 7,3%. Ou seja, o preço vem cedendo de forma consistente, não é uma oscilação pontual de um único pregão. Para quem acompanha o mercado de frutas, o dado ajuda a entender por que o abacate tem aparecido mais barato nas prateleiras nas últimas semanas.

Por que o preço despencou

Segundo a Sedes, o abacate margarida tem chegado ao Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) com boa qualidade e grande volume, o que pressiona o preço para baixo — fartura de oferta, num mercado que funciona basicamente pela lei da procura, costuma derrubar cotação mesmo quando a fruta mantém padrão elevado.

Em 2025, entraram no entreposto paulista 2.712,66 toneladas da variedade, com 80,3% do volume vindo do estado de São Paulo, 18,1% de Minas Gerais e apenas 0,6% de Goiás — uma concentração de origem que ajuda a explicar por que qualquer safra cheia no eixo paulista-mineiro tem efeito imediato sobre o preço praticado no atacado.

A janela sazonal que explica o momento

A época também ajuda a explicar a fartura: o levantamento de sazonalidade feito pela Ceagesp com dados de 2023 a 2025 mostra que o período de maior oferta do abacate margarida vai de agosto a meados de novembro — ou seja, o mercado está exatamente na janela em que mais fruta entra no entreposto, o que naturalmente empurra o preço para baixo antes de a curva se inverter no fim do ano.

Fontes: CEAGESP; NOTÍCIAS AGRÍCOLAS


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