Acesso à Ponte Bioceânica avança em Carmelo Peralta e prepara ligação com MS

Obras atingiram 23% de execução e incluem pavimentação, drenagem, terraplenagem e estruturas que conectarão a cidade paraguaia à ponte internacional

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As obras de acesso à Ponte Bioceânica, no lado paraguaio da fronteira com Mato Grosso do Sul, alcançaram 23% de execução geral no fim de agosto. Os trabalhos avançam em diferentes frentes em Carmelo Peralta e são fundamentais para conectar a área urbana do município à nova ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que fará a ligação com Porto Murtinho. A atualização sobre o andamento das intervenções foi divulgada em 29 de setembro, com informações do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai. 

Uma das principais frentes está na avenida urbana que integra o projeto. Em um dos lados da via, foram concluídos 477 metros lineares de pavimento rígido, entre os quilômetros 0,040 e 0,517. No sentido oposto, as equipes iniciaram a retirada do pavimento existente e a implantação da nova estrutura. O pacote inclui ainda melhorias na drenagem de Carmelo Peralta, com construção de poços de visita, bueiros e canal aberto para facilitar o escoamento da água durante períodos de chuva. 

As intervenções também avançam na área rural em direção à ponte internacional. Estão em andamento trabalhos de fundação e cravação de estacas, além da construção de encontros e pilares no quilômetro 3,41. No quilômetro 2,98, equipes trabalham nas fundações de estruturas previstas para o trecho, enquanto serviços de terraplenagem e formação de aterro por dragagem prosseguem no quilômetro 2,5. Também estão sendo executadas cercas para delimitação da faixa de domínio e abertas passagens destinadas às linhas de bombeamento. 

O acesso complementa uma das principais estruturas da Rota Bioceânica. A ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta tem 1.294 metros de extensão e 20,10 metros de largura e entrou na fase final de construção após a aproximação e união das estruturas executadas a partir das duas margens do Rio Paraguai. Paralelamente, o Paraguai trabalha em aproximadamente 3,8 quilômetros de acesso entre a ponte e sua malha rodoviária, incluindo a conexão com a PY15, eixo do corredor no território paraguaio. 

Quando estiver operacional, a nova ligação será uma peça estratégica do corredor rodoviário que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa terrestre entre áreas produtoras do Centro-Oeste brasileiro e os portos do Oceano Pacífico. A expectativa é facilitar a circulação internacional de cargas e aproximar Mato Grosso do Sul dos mercados atendidos pelos portos chilenos, especialmente no comércio com a Ásia. Com a estrutura principal da ponte em fase final, o avanço dos acessos em Carmelo Peralta passa a ser uma das etapas decisivas para transformar a obra física em uma ligação efetivamente integrada ao Corredor Bioceânico.


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